terça-feira, 21 de maio de 2019

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!
                                        O seu papel nesse processo é fundamental!



Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Paulo Freire

Reflexão: Construção da Escola Cidadã

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/03/construcao-da-escola-cidada.html


Entendo que a Educação Popular/Escola Cidadã diz respeito a uma proposta educacional inserida em um projeto de mudança, voltado para a organização e radicalização dos movimentos populares contra qualquer tipo de subordinação e exploração. Para isso, a escola deverá estar organizada como um espaço democrático onde, através do diálogo, do questionamento crítico, baseado na relação de aluno/professor como sujeito/agente, a educação fortalece e dá voz às pessoas e aos grupos sociais; com esse tipo de educação, o estudante se forma como um agente ativo, capaz de participar em todas as áreas da vida pública partindo de suas experiências no contexto escolar.
“Temos de analisar que nunca a infância e a juventude deste país tiveram acesso a tanto saber quanto têm hoje, nunca teve a escola brasileira profissionais tão qualificados quanto tem hoje, nunca tiveram material didático, produzido pelos próprios profissionais da escola, como temos hoje. Temos de mostrar à elite que a seu contra gosto, o direito popular à educação e à cultura está muito mais próximo de ser garantido do que nos tempos que tiveram hegemonia, que as forças democráticas foram mais competentes em poucas décadas do que eles em séculos para criar espaços públicos de direitos.
Temos de enfatizar que é em nome desses avanços e não da crise na educação que defendemos a escola pública que construímos, como defendemos a figura do professor que tanto valorizamos com nossas lutas, e nossas práticas eficientes e qualificadas.”(Miguel Arroyo, 1995)
Referências:
ARROYO, Miguel. Da escola carente à escola possível. São Paulo, Loyola, 1995.



segunda-feira, 20 de maio de 2019

Reflexão: Ação Interdisciplinar

http://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/05/acao-interdisciplinar_18.html


     Interdisciplinaridade: do ponto de vista metodológico, tem como característica fundamental as relações subjetivas e, a partir delas, a possibilidade da troca contínua de experiências, condição indispensável para a educação permanente.
     Diante desse contexto, entende-se que a “abordagem interdisciplinar” no estudo sobre a infância nos remete ao diálogo da Sociologia da Infância e a sua abertura para o campo emergente dos Estudos da Infância.
     A interdisciplinaridade está no coração da Sociologia da Infância brasileira, bem como a sua vinculação com uma proposta consciente de emancipação das crianças de meios populares. A ameaça sobre a infância está profundamente articulada com as desigualdades sociais bloqueando as relações que poderia haver se estabelecido entre as propostas sociais e as realidades e ações culturais, políticas e produtivas, que os envolvidos vivem e realizam sendo eles os antropólogos, sociólogos e pedagogos. Portanto o programa investigativo da Sociologia da Infância efetivamente empenhado nas demandas da criança, mas consciente de que esse programa só é emancipador se estiver veiculado à ampliação dos direitos sociais e, nomeamento, dos direitos das crianças, poderá converter as ações em remédio para muitos males do que os que estão ao seu alcance curar e que lhe são específicos na intervenção social, ou seja, a problemática é agravada se considerado for que somos mais consumidores e reprodutores de modelos e discursos, do que produtores de idéias, conceitos e teorias praticáveis.
     Mesmo restrita pela cultura social existente e pela reprodução social, seu poder de agência lhe garante a capacidade de influenciar direta ou indiretamente na alteração de padrões sociais estabelecidos e provocar transformações micro e macrossociais. Um dos elementos fundamentais da reprodução interpretativa são as rotinas culturais, que fornecem condições para que a sensação de segurança da relativa previsibilidade do dia-a-dia surja e garanta o favorecimento da percepção, da interpretação e da intervenção do sujeito sobre o mundo social que se apresenta.
     “Dessa forma, rotinas culturais servem como âncoras que permitem que os atores sociais (crianças) lidem com a problemática, o inesperado e as ambiguidades, mantendo-se confortavelmente no confinamento amigável da vida cotidiana”. (CORSARO, 2011, p.16)


domingo, 19 de maio de 2019

Reflexão Entre os Muros



Ao assistir o filme “Entre os Muros da Escola” percebi o quanto nosso papel de professor é cada vez mais importante na vida de nossos alunos, ou seja, somos os orientadores de destinos através de ações pedagógicas, mas acima de tudo motivadores de novos conhecimentos e conscientizadores de uma bagagem com foco na educação igualitária para todos, independente de raça, cultura, religião, etc.
Devemos pensar nos conflitos, na estrutura da instituição e buscar propostas para uma melhor relação na comunidade escolar, demonstrando interesse pelas situações do cotidiano, não deixando interferir no ambiente escolar, questões que possibilitam o descontentamento no contexto social presente na vida dos alunos. Temos que ter uma análise mais aprofundada, entre melhores alunos e piores comportamentos, levando sugestões em reuniões com a participação democrática de todos, que envolva tanto os alunos e seus responsáveis, quanto os professores e direção.



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Reflexão: Linguagem e Educação

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/05/linguagem-e-educacao-analise-reflexiva.html


   A linguagem oral é uma realidade no cotidiano na prática das instituições de educação infantil na medida que as pessoas falam e se comunicam entre si, expressando desejos, vontades, idéias, etc., em todos os momentos e lugares que frequentam.
   Segundo Piaget (2011), é graças a linguagem que a criança tornar-se capaz de invocar situações não atuais, libertando-se então das fronteiras do espaço próximo e presentes, ou seja, saindo do campo perceptivo.
   Considerando-se a entrada das crianças nas escolas, cabe a nós professores, contribuir de forma sistemática para que a criança aprenda a falar, ampliando o universo discursivo infantil, até que atinjam o final da pré-escola.
   O desenvolvimento dessa capacidade se dá na prática viva da língua, no diálogo com seus pares. Dialogar supõe ver e ouvir seu aluno, atribuindo intenção comunicativa à sua fala, ter atenção e cuidado ao que traz e dar continuidade a ela e, não somente, com atividades dirigidas de diferentes expressões de linguagem.
   É necessário ficarmos atentos às oportunidades de interpretar e dar sentido as falas infantis em situações que permitam a construção significativa natural da criança.



Reflexão:Importância dos temas geradores na prática pedagógica

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/06/importancia-dos-temas-geradores-na.html

   Após, realizar meu estágio obrigatório em uma turma da Educação Infantil percebi que temos um leque alternativo de metodologias que envolvem a proposta pedagógica na sala de aula, e podemos investigar qual o melhor método que se enquadra nesse processo.
   Nessa investigação resolvi desenvolver meu trabalho não com temas geradores, mas sim com projetos de aprendizagem, não descartando a possibilidade de futuramente retornar a refletir sobre temas geradores como ação educativa.

   Em sala de aula, os projetos são formas de trabalhos que envolvem variados conteúdos e organizam-se em torno de um produto final compartilhado com as crianças. Eles caracterizam-se por serem propostas que favorecem a aprendizagem significativa, pois sua estrutura cria muita motivação e conseqüente interesse. Eles não partem de um tema, mas sim de uma questão-problema que busca ser resolvida por meio das pesquisas e informações que o grupo vai adquirindo no decorrer do processo. Uma característica importante é partir de questões que surjam no grupo e que decorram da vida da comunidade onde a criança está inserida. O professor conduz o processo de aprendizagem na função de um questionador em potencial e o grupo vai buscando soluções para resolver os questionamentos.
     Segundo Lúcia Helena Alvarez Leite:
 
 “ Ao participar de um projeto, o aluno está envolvido em uma experiência educativa em que o processo de construção de conhecimento está integrado às práticas vividas. Esse aluno deixa de ser, nessa perspectiva, apenas um aprendiz do conteúdo de uma área de conhecimento qualquer. É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e que nesse processo está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto do conhecimento cultural e ser formando como sujeito cultural”.(1998)

A construção de conhecimentos está integrado às práticas em que os alunos aprendem participando. Nesse contexto  desenvolvi um projeto que veio ao encontro das necessidades da turma e aos poucos cada aluno foi alcançando os objetivos relacionados com a proposta.



segunda-feira, 8 de abril de 2019

Reflexão: Pedagogia da Afetividade

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/06/pedagogia-da-afetividade-henri-wallon_17.html

Como descrito na postagem referência (link em anexo),valores e atitudes integram a proposta pedagógica, quer dizer, pela formação de valores, das atitudes e dos procedimentos em sala de aula, impõe-se a necessidade de uma consistente formação ética e transformadora na relação professor/aluno, sendo a afetividade um componente básico no ensino- aprendizagem. Pois, ela pode dinamizar as interações, facilitar a comunicação, pode afetar os envolvidos, promover e facilitar a união e multiplicar as potencialidades de todos.
A afetividade (facilmente confundida com o afeto que é um processo de rotina que desenvolve durante a convivência, ou seja, adquirido com o tempo) é o combustível das ações.
Para alguns autores ao provocar a curiosidade, se estimula a afetividade, que é a motivação para o conhecimento, como podemos apreciar na teoria de Henri Wallon.
Devemos saber que à afetividade vai muito além de dar carinho ou elogiar; na maioria das vezes, a afetividade é mais percebida pela criança quando o professor valoriza a sua opinião, ouve suas sugestões, observa seu desenvolvimento e demonstra disponibilidade para conversar e ouvir.
Educar é um ato de Amor!
Educar exige amorosidade metódica, 
disciplina e cuidado.
Exige uma disciplina intelectual que não se ganha
a não ser praticando. (FREIRE, 1982, p.9)

Reflexão: Desafios da Escola

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/12/desafios-da-escola.html

Refletindo sobre os "Desafios da Escola", observo que a Escola trabalha com as crianças em direção à autonomia, considerando que elas têm vontade própria e são capazes de construir conhecimentos e dependem tanto das interações sociocultural como de experiências vividas.
Ao longo do curso (PEAD) e após o estágio obrigatório, percebi o quanto é importante trabalharmos com práticas pedagógicas inovadoras e envolventes que tragam os alunos a compartilhar seus saberes.
A escola acredita, que as crianças aprendem a todo momento e esta aprendizagem acontece por meio dos vínculos que ela estabelece e sua forma de aprender.
Criar uma proposta pedagógica, que aproveita os recursos que a criança mesmo oferece, para que esta aprendizagem aconteça de forma mais prazerosa, é um desafio constante para desenvolver nossa ação docente.


quinta-feira, 28 de março de 2019

Reflexão: Qual Professor Nós Queremos Ser?

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/08/qual-professor-nos-queremos-ser.html#comment-form

Texto de estudo: O Menino e a Escola
Quando se pensa em aprendizagem, é preciso deixar claro qual nossa concepção sobre este conceito. Segundo Piaget, há uma diferença clássica entre desenvolvimento e aprendizagem, na qual a primeiro é um processo quase que natural e bem amplo, enquanto que o segundo é algo mais específico. A sala de aula, o espaço escolar, devido as interações e, principalmente, devido às possibilidades de intervenção do educador, deverá ser um local privilegiado para que as situações de aprendizagem aconteçam de forma espontânea, num clima de segurança e afetividade, vivenciando experiências de livre expressão e escolhas, partindo da criança nas mais variadas atividades.
Planejar a ação pensando no educando garante, com margem de segurança, a eficiência do processo de aprendizagem de forma criativa e lúdica.

Reflexão de Rubem Alves

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/05/reflexao.html#comment-form

"Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar 
pelo mar desconhecido".   Rubem Alves

Num mundo de contradições e injustiças sociais, uma educação que estimule o aspecto mais sensível do ser é de extrema importância. A escola deve oferecer condições para que a aprendizagem ocorra com atividades cotidianas, como as brincadeiras, e também, naquelas provocadas por situações pedagógicas intencionais, orientadas e mediadas pelo educador, tornando-as significativas e questionadoras.
Esse processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna, pois consiste em estabelecer relações entre o que a criança já sabe e aquilo que é novo, instigando as perguntas para o desconhecido, ou seja, aguça a curiosidade infantil, gerando novas posturas na construção e transformação de sua própria realidade.



Reflexão Eixo IX- Práticas Pedagógicas em Movimento

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/05/praticas-pedagogicas-em-movimento.html

Caro leitor,
Durante o processo de escrita de meu blog, no Eixo IX, estarei realizando algumas reflexões das postagens que compartilhei com vocês, acrescentando comentários para estudo de  ações pedagógicas em sala de aula.
 Ao refletir sobre a postagem "Práticas Pedagógicas em Movimento" (15/05/2017), busquei em Jean Piaget a perspectiva de que o meio precisa desafiar e problematizar a ação e o pensamento infantil (área de minha atuação), para que a criança avance em suas formas de estruturar, organizar e interpretar o vivido, atribuindo-lhe melhores significados em suas aprendizagens e descobertas.
Daí a importância das atividades desenvolvidas serem envolventes e dinâmicas, proporcionando a criança à interação e a construção crítica do pensamento e da ação na sala de aula com práticas em movimento e inovadoras.
 Assim, é interagindo com o seu próximo, cooperando com os colegas, ao trocar ideias e ao coordenar diferentes pontos de vista, para solucionar pequenas situações problemas que a criança desenvolve sua autonomia intelectual e constrói, progressivamente, o conhecimento lógico matemático, a linguagem, a expressão oral, a motricidade e outros, por meio de interações em diferentes situações e apropriação de ideias adequadas ao seu social.
As práticas pedagógicas deverão propiciar uma ação na qual efetive a construção do conhecimento e a relação entre aprendizagem e desenvolvimento através de curiosidade, criatividade, crítica construtiva numa ação prazerosa, desafiadora, original e lúdica.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Reflexão: Renovação

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/12/renovacao.html

Escolhi, como encerramento do EIXO VIII, refletir sobre a evolução das minhas concepções individuais no decorrer do curso PEAD com a postagem que fiz sobre "Renovação"(link em anexo).
Repensar o que passou, ressignificar as minhas postagens dos primeiros semestres, pensar o presente e indagar o futuro, colocando-me numa situação crítica, mediadas por aprendizagens, foi gratificante.

Refletir e revisar , além do resgate inevitável que o curso possibilitou com textos, registros, tecnologias, parcerias com professores, tutores e colegas, percorrendo vivências específicas que, ao mesmo tempo me fez lembrar dessa frase "Só erra quem faz..." Me levou a pensar: "O que posso fazer para reforçar tudo que aprendi?"

Então, errei, chorei, lutei contra meus fantasmas do desânimo, retornei para corrigir o que seria possível e resolvi enfrentar tudo e todos para renovar.
Deparei-me com mudanças, num mundo em acelerada e imprevisível evolução na família, no trabalho, exigências na qualificação de docência e ao mesmo tempo, questionando-me: "Até que ponto sou uma pessoa significativa para meus alunos e minha equipe de educadores?"

A resposta que encontrei, com a atividade proporcionada pelo Seminário Integrador VIII em analisar postagens do inicio do curso foi: "Aprimorar e renovar, constantemente, minha ação docente para compartilhar minhas aprendizagens com qualidade que venha a atender metodologias de forma crítica e consciente na comunidade escolar de atuação.
 

 

Reflexão: Aprendizagem através da Música

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/06/a-aprendizagem-atraves-da-musica.html

"[...]Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, jogos de mão etc. são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical além de atenderem a necessidade de expressão que passa pela esfera afetiva, estética e cognitiva." (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: Conhecimento de Mundo. Brasília, MEC/SEF, 1998, v.3, p.19, 48 e 58)
Além de ser lúdica, as letras das músicas, em sua simplicidade, servem de modelo para as crianças em processo de alfabetização, que, de maneira prazerosa, captam a estrutura das frases e do pensamento, ao mesmo tempo que se divertem com aspectos sonoros como os ritmos, as rimas, as aliterações, enriquecem, também, o conteúdo trabalhado proporcionado pelas figuras de linguagem. 
As diversas possibilidades musicais, favorecem as crianças a expressão verbal para comunicar-se com seus pares, ou seja, podemos usá-la como atividades privilegiadas nas quais podemos associá-la a dança, as brincadeiras e os jogos com movimentos e gestos corporais, proporcionando socialização e integração no espaço escolar.

Reflexão: Professor Transformador

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/09/professor-transformador.html

Se a nossa pretensão é modificar a escola, precisamos reconstruir nossa prática. A formação coletiva permanente dos educadores quer resgatar o papel social efetivo do educador-cidadão como profissional reflexivo e investigador.
Os professores são, obviamente, elementos fundamentais e inevitáveis na transformação e na melhoria da vida pedagógica das escolas e das salas de aula e, nesse sentido, não podem ser alheios aos processos inerentes à sua concepção, concretização e avaliação no contexto escolar.
 
A avaliação deve ajudar o educador a aprender a se auto-avaliar, a buscar novos caminhos para a sua realização, com sabedoria e responsabilidade na elaboração de seus planejamentos, partilhando experiências e saberes.
 
Para GADOTTI (1988) "...o educador é aquele que emerge junto com os seus educandos, desse mundo vivido de forma impessoal. Educar é tornar-se pessoa" (p.50)

Dessa tomada de posição, o professor será o inovador; o aluno ativo o centro do processo e a escola, o espaço de formação de seres criativos, críticos e participantes de uma educação comprometida com a sociedade que estão inseridos.

Referência:
GADOTTI, Moacir. História das Ideias Pedagógicas. São Paulo, Ática, 1997.

Reflexão: Representação Numérica

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/10/representacao-numerica.html

Como e quando se utilizam os números? Os números estão presentes no nosso cotidiano e cumprem funções como contar, numerar, medir e operar. Alguns desses usos são familiares às crianças desde pequenas outros nem tanto.
Brincando, jogando, cantando, ouvindo histórias, a criança estabelece conexões entre o seu cotidiano e a Matemática.
Assim como as crianças ingressam na escola já tendo aprendido muito sobre a linguagem oral e o mundo físico (contato com os objetos), elas também chegam com uma enorme bagagem de experiências em matemática. Elas vivem em um mundo de quantidades diárias. Elas experimentam o grande, o pequeno, o muito, o pouco e o acabou, entre outros conceitos de classificar, seriar, no seu dia a dia.
De acordo com Piaget, a criança dá sentido ao mundo pelo desenvolvimento de esquemas. Um esquema é uma forma integrada de pensar sobre os elementos do mundo.
Piaget (1963) acredita que:
É suficientemente sabido que cada operação intelectual está sempre relacionada a todas as outras, e que seus próprios elementos são controlados pela mesma lei. Cada esquema está, portanto, coordenado com todos os outros, e constitui em si mesmo uma totalidade com partes diferenciadas. Cada ato de inteligência pressupõe um sistema de implicações mútuas e sentidos interconectados (p.7)
A teoria piagetiana sugere um papel ativo para a educação no desenvolvimento intelectual das crianças. Diversas ações intervêm na construção dos conhecimentos matemáticos, como recitar a seu modo a sequência numérica, fazer comparações entre quantidades e entre noções numéricas e localizar-se espacialmente. Essas ações ocorrem fundamentalmente no convívio social e no contato das crianças com histórias, contos, músicas, jogos, brincadeiras que poderão ser utilizadas no currículo da escola.
 
Referência:
Piaget, J. (1963) As origens da inteligência em crianças. Nova Iorque: W.W. Norton & Company, Inc


Reflexão: Conhecimento de Mundo na Educação

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/10/conhecimento-de-mundo-na-educacao.html

O conhecimento do mundo é transmitido à criança desde o seu nascimento: quando se diz o nome e se explica a função dos objetos, está implícita aí uma história acumulada socialmente; por exemplo: quando se leva a criança a um passeio pela rua, ela está sendo apresentada à construção social dos espaços.
À escola cabe propiciar o desenvolvimento e a organização desses conhecimentos, convidando a criança a participar de descobertas, abrindo-lhe oportunidades de desenvolver suas capacidades, orientando-a a olhar para um outro lado, dando-lhe oportunidade de refletir, experimentar e formular hipóteses. É preciso partir das questões colocadas pelas crianças acerca do espaço comum à todos, oferecendo-lhes novas perspectivas, para que elas possam avançar na compreensão do conjunto de relações que explicam as representações inseridas nesse contexto, ou seja, seus papéis na sociedade mais ampla, mais global.
O ambiente escolar é um ambiente coletivo, de convivência, discussão, enfrentamento de ideias, competição e parceria, o que torna ainda mais enriquecedor o processo de construção do conhecimento de mundo através de suas vivências.
Em relação ao Conhecimento de Mundo, destacam-se os seguintes eixos: movimento, artes visuais, música, linguagem oral e escrita, natureza e sociedade, e conhecimento lógico-matemático. No âmbito de experiência Formação Pessoal e Social, desenvolvem-se os eixos identidade e autonomia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Reflexão: Ciências no Currículo Escolar

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/11/ciencias-no-curriculo-escolar.html

Os conteúdos pertinentes às áreas das Ciências Naturais estiveram sempre presentes na composição dos currículos das escolas de educação infantil (minha área de atuação), mas restringindo-se, o ensino, na maioria das vezes, à mera transmissão de conceitos, fatos e datas sem a preocupação de desenvolver atitudes individuais e sociais de aprendizagem e procedimentos adequados à pesquisa.
Após o nascimento, a criança começa a interagir e a explorar o meio em que vive e, gradativamente, vai adquirindo autoconsciência e conhecimento do mundo ao seu redor, tornando-se parte integrante desse sistema e futuro agente de transformações.
O ambiente onde as crianças vivem se constitui em um conjunto de elementos naturais e sociais indissociáveis frente ao qual elas se mostram curiosas e investigativas. Desde muito pequenas, através da interação com o meio físico e social no qual vivem, as crianças aprendem através da observação e da experimentação, fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões, ou seja, a descoberta é o contato com o desconhecido e sua revelação. No processo do conhecimento, significa a compreensão das características especificas do objeto de estudo, onde a criança descobre as qualidades que distinguem uma coisa da outra.
A experimentação faz com que a criança desenvolva habilidades motoras, a capacidade de criar, de improvisar e de testar hipóteses, fatores estes que provocam a reflexão.
As atividades de Ciências, quando bem planejadas e elaboradas, constituem momentos ricos no processo de ensino-aprendizagem. É uma disciplina que deve dar margem à discussão, à interpretação e à conclusão dos resultados obtidos, auxiliando na compreensão do conteúdo aplicado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Reflexão: Professor Facilitador

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/12/professor-facilitador.html

O assunto professor mediador é de estrema relevância para a área da educação porque muitos valores estão trocados, já não existe o respeito, consideração, tolerância, enfim os princípios de convivência, daí a importância das relações sociais pregadas por Vygotsky.
Desde muito tempo atrás, Vygotsky já preconizava a atuação do professor como mediador, ou seja, aquele que instiga o aluno a aprender.

 Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, exigindo dela um novo conhecimento. 
O professor mediador precisa estar atento às necessidades de sua turma, a fim de envolver as crianças em todos os processos de ensino, mantendo-as interessadas, motivadas e curiosas em suas novas descobertas. A motivação é imprescindível para o desenvolvimento do indivíduo, pois bons resultados de aprendizagem só serão possíveis à medida que o professor proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar ideias.
Porém, precisamos entender que, ao falarmos sobre a criança como construtor do conhecimento, não significa que o professor deixará que seus alunos façam apenas aquilo que desejam a partir de suas contribuições. O fato de estar atento aos interesses de seus alunos exige do professor pesquisa constante e busca por experiências significativas, que auxiliem no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo dos educandos.

Adequar à metodologia e os recursos de forma que haja a comunicação com os alunos, ao redor do grupo, mostrando-se disponível aos questionamentos, permitindo que as crianças realizem suas descobertas em seu tempo e criando as condições necessárias para que os alunos se apropriem do conhecimento, o professor oferece às crianças a autonomia necessária para a exploração e o desenvolvimento de suas aprendizagens, sendo também, uma forma de fazer da aula um momento propício as trocas de experiências entre professor/aluno.
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Reflexão sobre Alfabetização

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2015/12/o-processo-da-alfabetizacao-na.html


Eleger a linguagem oral como conteúdo da educação infantil é fazer do diálogo um lugar de desenvolvimento e aprendizagem, através da comunicação e interação com o meio onde está inserida. Implica  promover atividades que criem situações de fala, escuta e compreensão da língua através de diferentes textos e situações enunciativas, ampliando as capacidades comunicativas das crianças, de forma significativa e que preserve a naturalidade de conversar, falar e escutar para sua condição de ser  alfabetizado.
Para as crianças, a organização dos conteúdos de Língua escrita na alfabetização, pressupõe uma combinação entre atividades que se repetem e atividades que variam, pois, como grande parte daquilo que a criança deve aprender consiste em procedimentos (ações ordenadas com uma finalidade), é importante que a sequenciação de atividades permita uma reorganização dos conhecimentos. Dessa forma, é preciso estabelecer critérios que possibilitem ao mesmo tempo interagir com as crianças, dando-lhes a oportunidade de perguntar e obter respostas, considerando o nível de complexidade das diferentes atividades como definidor do grau de autonomia possível às mesmas.
No processo de alfabetização, as crianças vivenciam seu processo de aquisição da escrita segundo suas hipóteses que, em geral, estão muito distantes da escrita convencional. Saber interpretar as produções escritas, e compreender a natureza das hipóteses infantis, é um longo aprendizado que permite ao professor identificar esses conhecimentos e intervir para ajudá-las a pensar sobre eles progredindo no que diz respeito à construção da escrita.

Ser alfabetizador é mais do que ensinar letras e sílabas, mais do que traduzir o texto escrito, é, principalmente, compreender que a escrita é um sistema de representação da língua e sua aprendizagem é um conhecimento novo.
Busquei (no link em anexo) embasamento teórico em Emilia Ferreiro, pesquisadora argentina que desenvolveu uma teoria ligada à alfabetização.
Segundo ela, a evolução da escrita passa por algumas etapas nas quais a criança repete, em sua história particular, a história da escrita. Mas é necessário ressaltar que tal evolução não ocorre da mesma  forma para todas as crianças, pois cada uma tem seu ritmo próprio.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Refletindo sobre o brincar

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/05/brincar-o-principio-da-infancia.html

A criança, desde muito cedo, se comunica através de gestos, sons e mais tarde, em suas brincadeiras representam determinados papéis e isso faz com que desenvolva sua imaginação.

Através das brincadeiras, os adultos estabelecem com as crianças laços de confiança que possibilitam o início do brincar.

Associada ao prazer e à liberdade, a atividade descrita, aqui, como retomada para reflexão, chama a atenção para a importância do espelho como um objeto que auxilia enormemente o reconhecimento da própria imagem. É diante do espelho que a criança conseguirá, progressivamente, entender que a imagem que vê refletida diante de si é a dela própria, ao mesmo tempo que começa a perceber a imagem das outras pessoas que convivem com ela neste ambiente. Quem nunca se encantou com uma criança que, diante do espelho, se descobre? Isso é o brincar na infância!
As técnicas de questionamento, usadas nessa atividade, podem levar as crianças a tornarem-se mais conscientes do que elas já sabem e de como elas podem usar esse conhecimento, comparando as situações de brinquedo às situações reais na convivência com seus pares.
Ao revisar e refletir sobre essa postagem (link em anexo), percebi que nós, professores, devemos oferecer a preparação, um planejamento cuidadoso e orientação sobre o brincar, determinando algumas influências de uma brincadeira produtiva que interessam as crianças.

Quanto melhor compreendermos a brincadeira e o potencial dos diferentes tipos de materiais, melhor será a orientação que eles vão oferecer. Mais importante do que isso, entretanto, é o princípio de infância, que as crianças devem sempre manter o controle sobre suas brincadeiras.

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...