domingo, 17 de dezembro de 2017

Entre os Muros

    É possível que o desinteresse pedagógico dos alunos exclusos seja capaz de produzir uma reação depressiva (que não é apenas origem, mas pode ser consequência do próprio insucesso e rotulações), que secundariamente se estabiliza, sendo sustentado pelo desinteresse escolar, ou que é camuflado por meio da organização de um falso self no qual vão ancorar condutas antiescolares e de contracultura escolar.
    O insucesso e desinteresse escolar dificultam o desenvolvimento na questão das aprendizagens, ou seja, a condição primeira para o insucesso é que o próprio sujeito esteja convencido que é incapaz, e, para tanto, a estrutura social vigente mantenedora das diferenças, presente no espaço escolar, contribui muito bem.
    O professor deve desenvolver investigações na prática educacional, não limitando-se apenas a esta sub-área educacional que o filme retrata, buscando dessa forma, contribuir com a transformação da realidade, na qual o fator educativo é apenas um componente do processo cidadão e que o diálogo em sala de aula, é um dos fatores que permite vivenciarmos, discutirmos e refletirmos, abrindo possibilidades de uma educação não livresca e descobrindo o potencial do planejamento participativo, enquanto etapa de investigação-ação educacional.
Sabemos que deveríamos ter uma política educacional governamental justa e adequada, no sentido de promover condições para o trabalho educacional, mas como bem disse Paulo Freire "o professor antes de tudo deve ser também político, para desenvolver a ação social que lhe é atribuída".
    A escola cabe realizar um trabalho integrado com objetivos e fins comuns. Por isso a necessidade de conviver com a comunidade, vivenciar seus problemas mais prementes, diagnosticar sua situação global entre escola- família - comunidade.

 

 

 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Desafios da Escola

              A escola é um espaço cujos diferentes, com suas diferenças, se encontram e partilham os mesmos objetivos- aprender.
            A educação é, em essência, aquela que prepara e modifica hoje, aquilo que foi ontem, para a construção de um futuro e, consequentemente, a mudança de estado de consciência de um povo.
           Uma proposta de tal natureza precisa ser efetivada como um "caminhar contra o vento" e, como uma experiência pontual de sucesso, superar modismos, seguindo uma  historicidade ao assumir o compromisso com uma visão de homem, de sociedade e de mundo cujos embasamentos filosóficos, epistemológicos, políticos e pedagógicos estejam contextualizados com a realidade em pequenos espaços-tempos de culturas próprias, permitindo desenvolver uma experiência de interação entre diferentes, na qual cada um aprende e cada um ensina.
         O desafio da escola consiste em demonstrar que o conhecimento a ser tratado nunca deve ser compartimentado e estanque, mas sim complexo, englobante e vinculado aos aspectos da vida cotidiana na família e na sociedade, instrumentalizando os sujeitos para acompanhar os avanços do mundo/meio em que vivem, como fio condutor do processo ensino- aprendizagem de forma significativa nas suas condições de existência no campo social, na escola ou a partir dela.
 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Racismo: Um problema de todos e uma realidade passível de mudanças.

Na educação brasileira, a ausência de uma reflexão sobre as relações raciais no planejamento escolar tem impedido a promoção de relações interpessoais respeitáveis e igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano da escola e suas famílias. O silêncio sobre o racismo, o preconceito e a discriminação racial nas diversas instituições educacionais contribui para que as diferenças de fenótipo entre negros e brancos sejam entendidas como desigualdades naturais. Mas do que isso, reproduzem ou constroem os negros como sinônimos de seres inferiores.
Não há como negar que o preconceito e a discriminação raciais constituem um problema de grande monta para a criança negra, visto que essa sofre direta e cotidianamente maus tratos, agressões e injustiças, os quais afetam a sua infância e comprometem todo o seu desenvolvimento intelectual. A escola e seus agentes, os profissionais da educação em geral, têm demonstrado omissão quanto ao dever de respeitar a diversidade racial e reconhecer com dignidade as crianças e a juventude negra.
O racismo e seus derivados no cotidiano e nos sistemas de ensino não podem ser subavaliados ou silenciados pelos quadros de professores (as). É imprescindível identificá-los e combatê-los. Assim como é pungente que todos (as) educadores (as) digam não ao racismo e juntos promovam o respeito mútuo e a possibilidade de se falar sobre as diferenças humanas sem medo, sem receio, sem preconceito e, acima de tudo, sem discriminação.
O conflito e a discriminação raciais na escola não se restringem às relações interpessoais. Os diversos materiais didático-pedagógicos (livros, revistas, jornais, entre outros) utilizados em sala de aula que, em geral, apresentam apenas pessoas brancas com e como referência positiva, também são ingredientes caros ao processo discriminatório no cotidiano escolar. Quase sem exceção, os negros aparecem nesses materiais apenas para ilustrar o período escravista do Brasil-Colônia ou, então, para ilustrar situações de subserviência ou de desprestígio social.
Buscar soluções para esses problemas não é um trabalho apenas em favor dos alunos (as) negros (as), representa um trabalho em favor de todos (as) os (as) brasileiros (as), quer sejam pessoas pretas, pardas, indígenas, brancas ou amarelas.
 

 

 

sábado, 18 de novembro de 2017

Cultura X Currículo X Educação


As mudanças culturais chegam às escolas através dos currículos, mas apenas na medida que se plasmam em práticas concretas, ou seja, a escolarização dominante em um projeto cultural diferente, implica um constante esforço para decodificar as condições da escolarização, porque sem transformação não há possibilidades de mudanças curriculares ou culturais, já que ao currículo está ligada uma forma de estruturação das escolas.
A cultura chamada popular, muitas vezes proposta como fundamento de uma educação para o povo, parte de mistificações românticas a respeito desse povo e foi tomada, às vezes, como fonte dos conteúdos dos currículos a serviço dos interesses do povo. A cultura popular é vista como um produto genuíno, anônimo e coletivo não adulterado.
Mas, como disse Sebreli (1992), não se pode falar de criações culturais coletivas propriamente ditas, confundindo-se a origem de uma determinada elaboração com o fato de ela ser assimilada coletivamente.
A intermediação didática, como disse Forquin (1989) impõe a emergência de configurações cognitivas específicas, os típicos saberes escolares, que adquirem uma dinâmica própria e são capazes de sair do âmbito escolar, chegando a ser parte da cultura popular.
É bom tomarmos consciência de que esta cultura é mais elaborada e o saber possui agentes culturais mediadores, como os professores, os livros e demais materiais didáticos.
Os processos de interação com o ambiente externo é o que mantém os alunos como indivíduos e a escola como mediadora entre a qualidade cultural e a pedagogia transformadora.
Portanto, o que se busca é a construção de um repertório básico referente à pluralidade cultural, suficiente tanto para identificar o que é relevante para a situação escolar como para buscar outras informações que se façam necessárias. Essa informação deverá também contribuir na constituição da memória coletiva do aluno, bem como na identidade nacional que se reconstrói a cada dia.

domingo, 12 de novembro de 2017

O olhar sobre as Necessidades Especiais

As pessoas com necessidades especiais, ao longo dos tempos, foram vistas pela sociedade de várias maneiras e sob diferentes enfoques, ou seja, foram consideradas conforme as concepções de homem e de sociedade, valores sociais, morais, religiosos e éticos de cada momento histórico.
Conforme as colocações da médica Izabel Maior, hoje a história segregativa no mundo e no Brasil atua como influenciadora da postura social que temos. As práticas preconceituosas de nossa sociedade refletem essa história massacrante e limitante da pessoa com necessidades especiais, pois somos resistentes a mudanças.
De acordo com a médica devemos nos reinventar, conhecer o outro onde as diferenças existem. A vida se renova constantemente e, nessa renovação, ocorrem as mudanças, os retrocessos e os avanços.
O importante é ressaltar que o individuo com necessidades especiais, seja deficiência física, cognitiva ou TGD, tem uma maneira especial de se desenvolver, uma maneira diferente, e não uma variante numérica do desenvolvimento normal.
O olhar crítico para a discriminação das pessoas portadoras de deficiências revela, com muita clareza, que nenhuma sociedade se constituí bem-sucedida, se não favorecer, em todas as áreas da convivência humana, o respeito à diversidade que a constitui. Esses indivíduos tem direito a uma vida digna em todas as etapas de sua existência, sendo elas nas condições de qualidade física, psicológica, social e econômica.
TGD
Costuma-se dizer que a grande dificuldade da criança com Transtornos Globais do Desenvolvimento é a social, sendo que esta acarreta consequências significativas na vida e na aprendizagem deste indivíduo.
O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
Para poder ajudar os alunos autistas, é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito com reabilitação: psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, escola, fisioterapia, musicoterapia, etc.
Não tenho experiência em relação a esse tema, mas quando desenvolvi um projeto em sala de aula sobre " As diferenças existem", trabalhei com vários tipos de discriminações em relação as inclusões e através da leitura do livro "Miguel", da editora Salamandra, conheci essa história abordando sobre o autismo.
Um breve relato...
Miguel era diferente das outras crianças da escola. Desligado, sempre atrasado, ele parecia alheio a tudo o que acontecia, vivendo num universo só dele. Mas Miguel, na verdade, era um pequeno cientista, cheio de planos e sonhos. Para ele, os modelos e padrões tradicionais de aprendizagem de nada serviam: sua mente estava sempre em busca de novidades. Como lidar com a criança que não se interessa pelas propostas escolares, mas tem os olhos abertos para o mundo? O livro possibilita uma bela reflexão sobre esta realidade, apontando para a necessidade de repensarmos o nosso modelo atual de escola.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Educação Especial


A partir do século XIX, tempo de grandes descobertas no campo da medicina, da biologia e da saúde, passou-se a estudar os deficientes de modo a procurar respostas para seus problemas. Assim, começou o que se chama de segregação institucional: o  deficiente era tratado como um doente em alguma instituição. Excluídos da família e da sociedade, portadores de deficiências eram acolhidos em asilos de caráter religioso, muitas vezes passando ali toda sua vida. Ao mesmo tempo, foram surgindo algumas escolas especiais e centros de reabilitação, pois a sociedade começava a admitir que deficientes poderiam ser produtivos se recebessem treinamento adequado.
No Brasil, o atendimento especial aos portadores de deficiência começou oficialmente no dia 12 de outubro de 1854, quando D.Pedro II fundou o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro.
Pouco a pouco, graças a organização como a Sociedade Pestalozzi e a APAE, a questão da deficiência foi saindo do âmbito da saúde - afinal deficiente não é doente - para o âmbito da educação.
A necessidade de uma política de educação especial foi se delineando nos anos 70, quando o Ministério da Educação e Cultura, assumia que a clientela da educação especial é que requer cuidados especiais no lar, na escola e na sociedade.
Afinal, o que era diferente era desconhecido e misterioso, e o desconhecido era fonte de medo. Do medo ao preconceito é um pulo, daí a exclusão absoluta das "pessoas diferentes".
Em 1986, a expressão "alunos excepcionais" foi substituído por "alunos portadores de necessidades especiais".
No aspecto pedagógico, também a escola necessitou adequar-se a necessidade de estudar a inclusão e a exclusão dos sujeitos na Escola.

A integração significa a inserção da pessoa deficiente preparada para conviver na sociedade.
Já a inclusão significa a modificação da sociedade como pré-requisito para a pessoa com necessidades especiais buscar seu desenvolvimento e exercer sua cidadania.
Uma ação educativa comprometida com a cidadania e com a formação de uma sociedade democrática e não excludente deve, necessariamente, promover o convívio com a diversidade, que é marca da vida social brasileira.
Pelo lado das crianças que apresentam necessidades especiais, o convívio com as outras crianças se torna beneficio, na medida em que representa uma inserção de fato no universo social, e favorece o desenvolvimento e a aprendizagem, permitindo a formação de vínculos estimuladores, o confronto com a diferença e o trabalho com a própria dificuldade,
 

domingo, 5 de novembro de 2017

Autismo x Inclusão


Para ajudar os alunos autistas na inclusão escolar , é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito com reabilitação de profissionais especializados em psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia e o envolvimento da escola para receber esse aluno.
Antes de tudo, devemos ter certeza de que estamos lidando com um autista e conhecer suas principais características. A família tem que participar deste processo, observando o comportamento da criança que deve servir como sinal nesse diagnóstico.
Assim, poderemos nos organizar para incluir esse aluno na turma: construindo regras bem estabelecidas; manter a sala bem organizada com a mesma distribuição todos os dias dos objetos; manter o máximo possível a rotina da sala e da escola e quando mudar esta rotina devemos prepará-lo anteriormente.
O autista tem tendência a ser insistente, por isso devemos estar preparados para certos imprevistos. O certo é colocarmos o aluno o mais próximo de nós, observando se ele está presente no momento que  iniciar uma atividade.
Em alguns momentos ele irá preferir ficar isolado, pois são bastante apegados ao passado.
As atividades podem ser aplicadas através de recursos visuais, coloridos, que chame a atenção. Seu poder de concentração é pequeno para a realização das atividades.
Mas quando formos falar com nosso aluno autista devemos pedir que ele olhe sempre em nossos olhos.
O autismo não é um distúrbio do contato afetivo, e sim um distúrbio do desenvolvimento.
 

Inclusão escolar: exceção x direito?

A inclusão escolar não é uma exceção no processo educacional, é um direito ao acesso igualitário ao ensino, embora tendo objetivos e processos individuais diferentes.
A Educação Especial, termo cunhado para a educação dirigida aos portadores de deficiência, de condutas típicas e de altas habilidades, é considerada pela Constituição brasileira, como parte inseparável do direito à educação.
Os avanços no pensamento sociológico, filosófico e legal vêm exigindo, por  parte do sistema educacional brasileiro, o abandono de práticas segregacionais que, ao longo da história, marginalizaram e estigmatizaram pessoas com diferenças individuais acentuadas.
Pela Constituição Federal, Capítulo II, Seção I, art.205, "a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade(...)". Por si, este artigo já valeria para os deficientes. Além disso, o artigo 208, inciso III, reassegura o "(...) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino".
Por último, a Lei Federal 7.853 dispõe sobre o apoio aos deficientes e sua integração social, definindo o preconceito como crime. Nesse sentido, nenhuma escola regular ou infantil pode recusar, sem justa causa, o acesso do deficiente à instituição. A pena aos infratores é de um  a quatro anos de prisão, além de multa.
 


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Teoria psicogenética de Jean Piaget

Segundo Piaget, os estágios do desenvolvimento da criança aparecem em uma ordem necessária. Esses estágios não podem ser queimados, pois um prepara o outro e são construídos sobre estruturas anteriores.
O desenvolvimento se dá a partir da relação entre o sujeito (com sua carga genética e sua história pessoal) e o meio onde está inserido (objetos, valores morais e existência do outro).
A trajetória que uma criança percorre desde que começa a deixar de ser bebê (dependência total), até começar a se transformar em um ser mais independente e autônomo está relacionado tanto às condições biológicas, como aquelas proporcionadas pelo espaço familiar e social (escola), com o qual interage.
Segundo a teoria piagetiana, a espiral do conhecimento, se dá na constante interação entre o indivíduo e o mundo exterior, pelo qual se desenvolve o processo intelectual do ser humano. A interação leva a uma oscilação continua entre equilíbrio e desequilíbrio. Quando o equilíbrio se restabelece, tem-se uma adaptação.
Na questão da aprendizagem, esses estágios podem favorecer, ao professor, o conhecimento sobre a criança, seu desenvolvimento e sua forma de aprender, criando uma proposta pedagógica, que aproveita os recursos que a criança mesmo oferece, para que esta aprendizagem aconteça de forma mais prazerosa.
Nesse sentido é preciso abranger todos os estágios do desenvolvimento cognitivo do ser humano: Sensório-motor; pré-operatório; operatório concreto; operatório formal.
É preciso integrar todos os estágios para que ocorra a aprendizagem, isto é, deve existir uma conexão entre eles.
Refere-se ao domínio da razão, da inteligência, compreensão desde simples informações, conhecimentos específicos, intelectuais, até ideias, princípios, habilidades mentais, análise, síntese e aplicação.

sábado, 23 de setembro de 2017

Deficiências- Mário Quintana

"Deficiente" é aquele  que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outra pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possuí.
"Cego" é aquele que não vê seu próprio morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre".

Autor: Mário Quintana

Atitude de Empatia e Solidariedade


Um dos grandes temas da ética é: O que está e o que não está em nosso poder? Até onde vai o poder de nossa vontade, de nosso desejo, de nossa consciência? Enfim, até onde alcança o poder de nossa liberdade?
A questão da liberdade é um dos grandes temas nas discussões morais. Mais que escolher entre duas alternativas, liberdade é decidir conscientemente por que se está tomando esta atitude e não outra. Assim, a liberdade pressupõe uma pessoa que interiorize as razões pelas quais se age, ou seja, um sujeito que se coloca como a causa última das próprias ações.
O desenvolvimento da consciência e da capacidade de atribuir sentido ao mundo aumentam a possibilidade de ação livre das pessoas. Ao contrário, nas situações em que não conseguimos compreender o que  está se passando, que não entendemos o que nos acontece, nossa capacidade de tomar decisões é muito mais limitada e restrita. Somos livres  para tomar uma decisão, mas devemos assumir a autoria daquilo que decidimos fazer.
A reflexão sobre os valores morais serve para aprendermos a lidar melhor com a nossa capacidade de escolher e com o uso dessa particularidade humana, que é a liberdade. Ao definirmos o que é bom ou mau, estamos projetando um modo de viver humanamente, em sociedade. Assim, é na relação com o outro que podemos exercer a liberdade. Tratar o outro como humano é criar condições para que o outro, fortalecido na sua condição de humano, possa reconhecer e fortalecer a nossa própria condição humana, repudiando toda discriminação baseada em diferenças de raça/etnia, classe social, crença religiosa, sexo e outras características individuais ou sociais.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Pensando em Inclusão

A partir da leitura da Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE e segundo o relatório da ONU, todo mundo se beneficia da educação inclusiva.
Relacionamos algumas vantagens:
*Para os estudantes com deficiência:
- aprendem a gostar da diversidade;
- adquirem experiência direta com a variedade das capacidades humanas;
- demonstram crescente responsabilidade e melhor aprendizagem através do trabalho em grupo, com outros deficientes ou não;
- ficam mais bem preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada, entendem que são diferentes, mas não são inferiores.
*Para estudantes sem deficiência:
- têm acesso a uma gama bem mais ampla de papéis sociais;
- perdem o medo e o preconceito em relação ao diferente, desenvolvem a cooperação e a tolerância;
- adquirem grande senso de responsabilidade e melhoram o rendimento escolar;
- são melhor preparados para a vida adulta porque desde cedo assimilam que as pessoas, as famílias e os espaços sociais não são homogêneos e que as diferenças são enriquecedoras para o ser humano.
Como vimos, as soluções não dependem única e exclusivamente dos sujeitos envolvidos com o problema da inclusão e exclusão, mas também da comunidade e de uma política educacional governamental que seja justa e adequada, no sentido de promover condições para o trabalho educacional.
Não precisamos de laudos médicos , mas sim parcerias com órgãos de atendimentos especializados, que estimulem o processo de ação social que nos é atribuída.
Para tanto, é necessário preparar a escola para incluir nela o aluno especial, e não excluí-lo.
Acredito que a escola deve buscar contribuir para a transformação da realidade, na qual o fator educativo é um componente do processo cidadão, oportunizando o diálogo no espaço escolar, onde nos permite vivenciarmos, discutirmos e refletirmos as condições de participação e de aprendizagem dos alunos portadores de necessidades espaciais.
Referência:
Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE. Disponível em:



domingo, 17 de setembro de 2017

Consciência Social

É bastante comum vermos pessoas que não concordam em determinados assuntos, como religião, política, moral, etc. Isso ocorre porque elas têm escalas de valores diferentes umas das outras. É a chamada crise de valores; como as normas morais estão sempre mudando, os indivíduos sentem-se inseguros ao tomar decisões individuais.
O problema é que não estamos acostumados a refletir e buscar o "porquê" de nossas escolhas, dos comportamentos, dos valores. Agimos por força do hábito, dos costumes e da tradição, tendendo a naturalizar a realidade (social e política), considerando normal conviver lado a lado as mansões e os barracos, as crianças e os mendigos nas ruas; achando que inteligente e esperto levar vantagem em tudo e considerando como sendo tolo aquele que procura ser esperto.
Como devo agir perante os outros? Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida.

Ideias Éticas e Moral

 Violência X Valores

Na história das ideias éticas (desde a Antiguidade Clássica até nossos dias) é possível perceber que, em seu centro, encontra-se o problema da violência e dos meios para evita-la, diminuí-la, controlá-la.
Diferentes sociedades e culturas instituíram conjuntos de valores éticos como padrões de conduta, de relações interpessoais, de comportamentos sociais que pudessem garantir a integridade física e psíquica de seus membros e a conservação do grupo social.
No decorrer do tempo, é possível observar que os valores morais vão se modificando na História, porque seu conteúdo é determinado por condições históricas. Assim, as várias culturas e sociedades não definiram ( e não definem) a violência da mesma forma; elas lhe dão conteúdos diferentes, segundo os tempos e lugares.
Do ponto de vista da ética, somos pessoas e não podemos ser tratados como coisas. Os valores éticos garantem nossa condição de sujeitos, proibindo moralmente o que possa nos transformar em coisa usada e manipulada por outros. As normas éticas visam impor limites e controles ao risco permanente da violência.
Dessa forma, toda cultura e cada sociedade instituem uma moral, isto é, valores relativos ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido, válidos para todos os seus membros. No entanto, a simples existência da moral não significa a presença explícita de uma ética, isto é, uma reflexão que discuta, problematize e interprete o significado dos valores morais.
 
 

sábado, 16 de setembro de 2017

Pluralidade Cultural

Historicamente, registra-se dificuldades para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial e étnica. Na escola, muitas vezes, há manifestações de racismo, discriminação social e étnica, por parte dos professores, de alunos, da equipe escolar, ainda que de maneira involuntária ou inconsciente. Essas atitudes representam violação dos direitos dos alunos, professores e funcionários discriminados, trazendo consigo obstáculos ao processo educacional pelo sofrimento e constrangimento a que essas pessoas se veem expostas.
Movimentos sociais, vinculados a diferentes comunidades étnicas, desenvolveram uma história de resistência a padrões culturais que estabeleciam e sedimentavam injustiças. Gradativamente, conquistou-se uma legislação antidiscriminatória, culminando com o estabelecimento, na Constituição Federal de 1981, da discriminação racial como crime. Mais ainda, há mecanismos de proteção e de promoção de identidades étnicas, como a garantia, a todos, do pleno exercício dos direitos culturais, assim como apoio e incentivo à valorização e difusão das manifestações culturais.
A ideia veiculada na escola de um Brasil sem diferenças, formado originalmente pelas três raças - o índio, o branco e o negro -  que se dissolveram, dando origem ao brasileiro, também tem sido difundida nos livros didáticos, neutralizando as diferenças culturais e, às vezes, subordinando uma cultura à outra. Divulgou-se, então, uma concepção de cultura uniforme, depreciando as diversas contribuições que compuseram e compõem a identidade nacional.
Por outro lado, a perspectiva de um Brasil de braços abertos compôs-se no mito da democracia racial.
Assim, na sociedade em geral, discriminações praticadas com base em diferenças ficam ocultas sob o manto de uma igualdade que não se efetiva, empurrando, para uma zona de sombra a vivência do sofrimento e da exclusão.
 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Reflexão sobre relações étnico-raciais

"Ainda nos falta avançar muito para compreendermos que o fato de sermos diferentes uns dos outros é o que mais nos aproxima e o que nos torna mais iguais. Sendo assim, a prática pedagógica deve considerar a diversidade de classe, sexo, idade, raça, cultura, crenças, etc., presentes na vida da escola e pensar ( e repensar) o currículo e os conteúdos escolares a partir desta realidade tão diversa. A construção de práticas democráticas e não preconceituosas implica o reconhecimento do direito à diferença, e isso inclui as diferenças raciais. Aí sim estaremos articulando Educação, cidadania e raça". (GOMES, 2001, p.87)
 

Qual professor nós queremos ser?

O Menino e a Escola
     "Era uma vez um menino pequeno, e era uma vez uma escola grande.
     O menino foi estudar nessa escola, e a professora disse: "Hoje nós iremos fazer um desenho".
     - Que bom! - pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele poderia fazer de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, trens, barcos...ele pegou sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: "Esperem! Nós iremos desenhar flores".
     - Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seu lápis cor de rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: "Esperem! Vou mostrar como fazer".. E a flor era vermelha com o caule verde.
     No outro dia, a professora disse: "Hoje nós iremos fazer alguma coisa com barro".
     - Quem bom! - pensou o menininho, ele gostava de argila. Ele poderia fazer todas as coisas, como elefante, camundongos, carros e caminhões. Ele começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse: "Esperem! Nós iremos fazer um prato".
     - Que bom! - pensou o menino. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. Porém, a professora disse: "Esperem! Eu vou mostrar como se faz".
     O menino olhou para o prato da professora e olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais do seu prato do que o dela, mas não teve coragem de dizer isso...
     Então aconteceu do menino e sua família se mudarem para outra casa, em outra cidade, e o menino foi estudar em outra escola. Esta escola era menor do que a primeira, e todos os móveis e brinquedos eram do tamanho do menino.
     No primeiro dia de aula, ele estava lá. E a professora disse: "Hoje nós iremos fazer um desenho".
     - Que bom! - pensou o menininho, e ele esperou que a professora dissesse o que desenhar. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala, conversando com as crianças. Foi então que ela observou o menino sem fazer nada e perguntou: "Você não quer desenhar?"
     - Sim - disse o menino - mas o que é que nós vamos fazer?
     - Eu não sei, até que você o faça - disse a professora.
     - Como eu posso fazer? - Perguntou o menino. - Qual cor devo usar?
     - Ora, você pode desenhar o que quiser, e usar todas as cores que quiser! Olhe em sua volta: somos todos diferentes, de jeitos, cores e cabelos diferentes! Não seria muito estranho se fôssemos todos iguais e desenhássemos todos do mesmo jeito, com a mesma cor?
     Então, o menino sorriu e abraçou a professora, pois sabia que ali respeitariam o tempo e o jeito de cada um aprender".
 
Trecho retirado do conto O menino e a escola (Autora: Helen Barckley)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Compartilhando Saberes- Gestão Escolar

1- De que forma relações horizontais contribuem para institucionalizar uma cultura organizacional democrática? O que muda nos processos decisórios? Quais os benefícios advindos para professores, alunos funcionários, pais e comunidade, considerando esse modo de gerir a escola?
O Projeto Político Pedagógico vem contribuir e contemplar a missão da escola ou marco referencial, ajudando no alinhamento de percepções de todos os envolvidos. Nas relações horizontais, através do PPP, o gestor pode conseguir que todos olhem para o mesmo lado e compartilhem os mesmos ideais e, dessa forma, tornem-se parceiros, facilitando o processo de gestão da escola. Suas estratégias são o diálogo e a contribuição pessoal de todos os envolvidos para que o consenso da maioria encontre a melhor solução para mudanças no contexto escolar.
Assim, os processos decisórios assumem uma imagem de credibilidade, fundados na reflexão e no poder de decisão de todos os envolvidos, beneficiando aos membros, um exercício de democracia, pois envolvem representantes do corpo docente, dos estudantes, dos funcionários, da direção da escola, dos pais e da comunidade.
A prática coletiva beneficia o crescimento no exercício da capacidade de pensar, de indagar, duvidar, de experimentar hipóteses de ação, programar e não apenas seguir o que é imposto a eles, ou seja, desenvolve a autonomia dos membros da comunidade escolar e permite a conquista de novas possibilidades e experiências na melhoria da escola, principalmente, para a qualificação do processo ensino-aprendizagem.
2)Em sua opinião, qual o papel do gestor escolar, no sentido de fomentar e de preservar a gestão democrática na escola? Dê exemplos:
È de fundamental importância que o gestor escolar estimule a incorporação das propostas pedagógicas pelos grupos envolvidos, garantindo assim a coerência entre o discurso veiculado e a prática realizada, lembrando que a escola não funciona em função dos interesses privados de uns ou de outros, mas dos objetivos estabelecidos coletivamente.
O gestor deve fazer uso pleno de sua liderança no desenvolvimento de um clima democrático através de encontros periódicos formais ou informais, integrando professores, funcionários, pais e alunos bem como propondo a realização de discussões e replanejamento de questões que envolvam todos os presentes.

Quais os elementos fundamentais à gestão escolar?
A Lei nº10576/95 define as linhas da Gestão Democrática de Ensino Público, reforçando a idéia de autonomia da escola. De acordo com o seu art.1, será exercida com vista à observância dos seguintes preceitos:
I- autonomia dos estabelecimentos de ensino na gestão administrativa, financeira e pedagógica;
II- livre organização dos segmentos da comunidade escolar;
III- participação dos segmentos da comunidade escolar nos processos decisórios em órgãos colegiados;
IV- transparência dos mecanismos administrativos, financeiros e pedagógicos;
V- garantia da descentralização do processo educacional;
VI- valorização dos profissionais da educação;
VII- eficiência no uso dos recursos.
Analisando este artigo, vemos a eficiência que deverá ter um gestor escolar, pois a autonomia que lhe é transferida aumenta sua responsabilidade junto e com a comunidade escolar. Esta abertura concedida na presente lei da Gestão Democrática nos faz analisar se realmente as escolas estão prontas para esse papel que passou a exercer, com autonomia, poderes de decisão e participação.


Desafios do Ensino...

Antes de pensarmos, lançarmos ou aceitarmos desafios, relativos ao Ensino Básico, é necessário reconhecê-lo e defini-lo, ante a legislação que estabelece as bases e determina as diretrizes da Educação Nacional.
Um dos desafios que nos foi colocado, como professores, foi à discussão em torno do momento em que vivemos das questões de democratização na escola.
Fica claramente explícito pela Lei 9.394/96, que as propostas pedagógicas devem visar o desenvolvimento da capacidade, não só de aprender, mas de continuar aprendendo. Sob esta ótica, as transformações, além de operarem mudanças profundas na estrutura e na dinâmica do ensino, no seu próprio conceito, organização e gestão, determinam a formação de profissionais, cujo perfil está exposto ao redesenho e a adequação aos permanentemente novos desafios do cotidiano.
O principal foco do gestor escolar é o PPP ( Projeto Político Pedagógico), através dele o gestor vai garantir que a escola esteja envolvida em propósitos convergentes. É também o PPP que vai ajudar no alinhamento de percepções de todos na escola.
A ideia de Projeto Político Pedagógico está intimamente ligada à gestão democrática, de administração colegiada, através de um programa de formação continuada onde gestores, professores, técnicos administrativos e componentes da comunidade escolar possam sentir-se construtores de uma realidade possível, comprometendo-se colaborativamente.
Essa opinião pode ser exposta no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras, com a participação individual, grupal ou plenária.

Para tal, é necessário, entre outras coisas, questionar-se sobre os conceitos que perpassam ou são incorporados à escola, uma gestão e socialização de saberes e de símbolos escolares, mediante trocas e relações de poder, entre as diferentes instâncias, nas quais as pessoas se situam em espaços e tempos escolares, se quisermos marcar presença no contexto educacional.

Processo Educacional em Crise

O problema educacional número um no Brasil diz respeito ao ensino básico. Todas as circunstâncias atuais apontam esse ramo do ensino como mola mestra do nosso sistema de educação escolarizada. Ninguém pode se tornar útil a coletividade, ou a si próprio, sem um mínimo de instrução. A primeira condição para a valorização do homem e o aproveitamento social de suas energias físicas, intelectuais e morais reside na instrução e cabe à escola fundamental transmitir parte dessa instrução, que deve ser compartilhada por todos e formar alicerces de qualquer aprendizagem mais complexa ulterior.
O nosso ensino básico tem de começar de baixo, pois tudo está por fazer. Além de ensinar o aluno, precisamos despertar nele à consciência para práticas, ideais de vida e valores sociais que nunca foram acessíveis às massas populares. Se, ou enquanto isso não ocorrer, o crescimento econômico, o desenvolvimento político e progresso social continuarão a fazer-se, no Brasil, segundo modelo extra e antidemocrático.
Mudanças dessa magnitude na qualidade do ensino exigem radicais alterações em sua estrutura, na forma e nos conteúdos das práticas pedagógicas e no rendimento do trabalho didático.

Seria preciso ampliar o período letivo escolar, de modo a ocupar, pelo menos, oito horas do tempo da criança, por dia, durante seis anos no mínimo, referentes à educação infantil. Outrossim, seria necessário introduzir modificações na composição e diferenciação do pessoal docente, para ajustá-lo num trabalho didático mais variado, intensivo e produtivo, bem como nas instalações e equipamentos das escolas, com o fito de adaptá-las às novas funções e estrutura.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Contemplação do PPP na Escola que Queremos

O Projeto Político Pedagógico é a identidade, é a Constituição da escola. Ele é Político porque é um compromisso social, já que se compromete com a formação do cidadão para um tipo de sociedade que se deseja e é Pedagógico porque define as ações educativas e as características necessárias à escola para que ela cumpra seu propósito.
Sua elaboração deve contemplar uma clara descrição da clientela, que envolve alunos e comunidade, descrever a relação com as famílias, os recursos que serão utilizados, o estágio atual dos resultados do processo de aprendizagem e deve estabelecer metas e prazos de melhorias desses índices.
O PPP precisa, também, estabelecer as diretrizes e expectativas pedagógicas e apresentar os planos de ação para o alcance das metas e objetivos.
Pensando na comunidade escolar

terça-feira, 20 de junho de 2017

Construção do Projeto Político Pedagógico


 
O PPP é construído a partir do contexto escolar, ou seja, da realidade, da flexibilidade e das propriedades de cada comunidade escolar.
Seu planejamento só é eficiente quando apresentar os quatro momentos que o formam:
1) em que situação estamos;
2) em que direção queremos ir;
3) como está nossa caminhada em relação a esta direção estabelecida;
4) o que vamos fazer e como vamos viver para mais nos aproximarmos do horizonte traçado.

Os professores precisam:
*entrar em acordo sobre qual é o ambiente sociocultural predominante na escola e quais são as suas necessidades;
*pesquisar, observar deficiências e conflitos mais detectados entre os alunos e na comunidade;
*estabelecer objetivos a curto e médio prazo para responder às mais importantes necessidades detectadas;
*adotar critérios metodológicos compartilhados e sistema de avaliação centrado no processo;
*perder o medo de trabalhar coletivamente com outros colegas ou à sua presença e à auto-avaliação conjuntas.

Planejar participativamente, pensar em administração voltada aos princípios da gestão democrática e construir projetos escolares, que além de pedagógicos sejam também políticos, é o desafio de toda escola que consegue pensar grande, apesar de todas as dificuldades vivenciadas no processo escolar.
De acordo GANDIN:
“Se alguém quer que as pessoas participem, deve, antes de qualquer coisa, levá-las a sério. Quando houver desejo real de planejamento participativo, um aspecto metodológico constitui-se ponto fundamental: recolher o que as pessoas sentem, desejam e pensam da maneira que elas pensam, desejam e sentem, utilizando as próprias palavras que as pessoas escrevem ou pronunciam. O importante é definir que, para construir um processo participativo com distribuição de poder, não é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que pareçam simpáticas ou que coincidem com pensamentos e expectativas dos que coordenam (1995)”
 

domingo, 28 de maio de 2017

Ao Mestre...


Quando a gente ensina, a gente continua a viver na pessoa que foi ensinada!

Gestão Democrática

O Brasil, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN (Lei nº9.394/96) ingressa em um novo momento de sua história. Generaliza-se uma consciência aguda de que este momento de implantação da Lei determinará, efetivamente, nossa capacidade de encontrar e dar solução para os grandes problemas que enfrentamos em matéria de ensino e de sua administração.
A LDBEN, ao contrário da legislação anterior, centrada no ensino, apresenta-se como uma ruptura radical, pois enfatiza a aprendizagem, deixando bem claro, em vários de seus artigos, que é a aprendizagem e o conhecimento do aluno que devem embasar a organização escolar.
Um novo homem (cidadão- sujeito), uma nova sociedade (com valorização do indivíduo e do coletivo), uma nova escola (democrática, autônoma, de qualidade) emergem de um paradigma que servirá como fonte de referência para as escolas.
 

Discutindo a LDBEN


 
O ensino brasileiro, a partir da Lei 9.394/96- a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional quer preparar o aprendiz, essencialmente, para o exercício consciente e pleno da cidadania, qualificando-o para o trabalho, a partir de princípios e bases filosóficas, assim configuradas em seu contexto como o respeito à igualdade, para que o aprendizado se processe e o ensino possa ser viabilizado; garantia à gratuidade do ensino, em estabelecimentos públicos oficiais; garantia e incentivo à gestão democrática do ensino público, na forma da legislação vigente; respeito à valorização do profissional da educação, em qualquer nível.
De forma oportuna, e em acertado momento, o reafirmamos, a LDBEN descortinou e aproximou novos horizontes para a Educação Nacional, apresentando fundamentos e indicando procedimentos a nortearem a organização pedagógica e curricular das unidades escolares e integrantes dos diversos sistemas de ensino, dando ao ensino brasileiro o caráter e o fundamento da realidade contextual, a perspectiva do futuro e as nuances da modernidade, dimensionada e estruturada, segundo a viabilização e expectativa da vinculação ao mundo do trabalho e à prática social.
O que é constatável e irrefutável é a rapidez com que a estrutura educacional, sua configuração curricular e sua metodologia devem ser reconstituídas, com flexibilidade exigível e exigidas, para ao atendimento ao apelo das diferenças impostas pelo tempo e pelo espaço. Isto significa alinhamento ao avanço tecnológico e à identificação com as tendências características e, até, imperativos regionais, o diferencial entre outros tempos e o agora.
Em nosso país, a problemática assume proporções, de acordo com a própria realidade nacional ao lado das profundas diferenças físicas, sociais, culturais e econômicas, face às exigências do meio em que estes sistemas se inserem e servem.
**Atuo na Educação Infantil e inquestionavelmente, um dos aspectos de maior relevância e projeção sócio/educacional/cultural da Lei LDBEN, foi o respaldo legal à consideração da Educação Infantil, atingindo crianças de 0 a 6 anos, como primeira etapa da Educação Básica, devendo ser oferecida em instituições responsáveis pela educação e cuidado pelas crianças. Contudo, ficou, na mesma medida, expressa e confirmada a responsabilidade e o compromisso da família e da comunidade com a educação, especialmente, nesta faixa etária, fundamental para a formação da personalidade e desenvolvimento de valores, hábitos e habilidades das crianças, em um ambiente lúdico e prazeroso.
Daí, a razão de ser expressa a proposta pedagógica para a Educação Infantil no regimento escolar, enfocando e conceituando a criança em desenvolvimento e crescimento integral e integrado no contexto social em que está inserida.

 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Aprender e Acreditar


Flor de Lotus
Para mim, o significado da flor de lótus é de determinação e perseverança apesar da adversidade – um lembrete para sempre acreditar em nós mesmos, não importa os obstáculos e nem o quão escuro e tenebroso as circunstâncias possam parecer. Nós só temos que confiar em nós mesmos, acreditar em nossa própria beleza e bondade, e nós iremos, sem dúvida, florescer para a luz, assim como a flor de Lótus.

Muitas vezes nós só conseguimos enxergar o lado ruim das coisas, sendo pessimistas, reclamando da vida, porém sem fazer nada para mudar o destino. O segredo é seguir o exemplo da Flor de Lótus, que mesmo em meio ao lodo em que vive, não há nada que a impeça de florescer tão bela e formidável. Portanto, devemos deixar as mazelas de lado e se preocupar em produzir algo puro e belo, assim como a Flor de Lótus faz diariamente e com toda a tranquilidade.

http://www.japaoemfoco.com/flor-de-lotus-significado/

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pensamento...

"Aos outros, dou o direito de ser como são. A mim, dou o dever de ser cada dia melhor".
                                                                             Chico Xavier

Práticas Pedagógicas em Movimento

Viajar na educação me permite pesquisar e inovar através de novas leituras...
 
Aos alunos cabe a responsabilidade pela aquisição do conhecimento, e ao professor compete estimular e guiar convenientemente os potenciais da vontade e do raciocínio do educando.
Eis aqui o grande desafio do educador, todos os dias, em sala de aula, com a finalidade de motivar seus alunos. Modernamente, diria como Comenius: docentes ensinem menos e discentes aprendam mais. Esse é o caminho para o autodidatismo. O Dr. Ermelino João Pugliese dizia: "fácil de aprender, difícil de esquecer". Esta sua forma de pensar nos conduz a refletirmos quanto a inovação em cada aula que ministramos. Ao ensinar, o educador potencializa a inteligência e, quando conduz seus alunos à prática do que ensinou na escola ou através de trabalhos extras, está desenvolvendo a vontade. Toda atividade em sala de aula, ou extraclasse, desenvolve no aluno a inteligência e a emoção, porque é nesse momento que coloca em ação a sua vontade. Esta é a práxis pedagógica.
 
Entrevista com Dirceu Moreira (Psicólogo, Pedagogo, Doutor Honoris Causa em Psicologia da Relações Humanas: Conferencista e Consultor em educação e relações humanas).
Trecho retirado da Revista Aprendizagem ( a revista da prática pedagógica- Ano 5 nº22/2011)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Para você...

Espero que minhas postagens sirvam de entusiasmo para todos os professores que acreditam que educar é amar essa profissão que mexe com o futuro de cada ser humano que nos é confiado!

Tenham um ótimo fim de semana!!!! Essa rosa dedico a todos que visitam meu blog!


Reflexão


Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.
Rubem Alves

Projeto- Pensando em Grupo

A comunicação eficaz exige tornar comum, compartilhar informações. Para ter eficácia na comunicação devemos observar e analisar, com atenção o grupo para melhor compreendê-lo nas suas intenções e emoções.
Conhecimentos e referências existem para serem compartilhados.
Cooperação e colaboração fazem parte de um arranjo social e produtivo baseado na ideia de que ao contribuir com o grupo, cumprindo os papéis que lhe foram designados, é possível promover tanto o bem coletivo como o individual. Ou seja, ao mesmo tempo em que os resultados gerados são positivos para alcançar a realização do trabalho, eles fazem com que todos envolvidos naquele projeto possam ser beneficiados, que pensem em soluções, sejam flexíveis, tenham olhar inovador, cooperando em prol de um objetivo comum.
O desafio desse semestre, com trabalhos em grupo, nos permite consolidar a contribuição de cada pessoa buscando novas aprendizagens e trocas no contexto escolar, nos tornando mais conscientes das nossas escolhas e decisões, honrando a nossa verdade, os nossos propósitos e decisões.
 
                                                                  

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Por que trabalhar com Projetos?

O valor de trabalhar com projetos está na vantagem oferecida de estimular o espirito de iniciativa, de pesquisa e de trabalho, pois o aluno é levado por esforço próprio, as informações que lhe seriam fornecidas pelo professor. Possibilita a autentica aprendizagem, pois elimina a simples memorização e satisfaz o aluno que sente-se capaz de pensar e realizar.
São tarefas do professor:
*sensibilizar o aluno, através de seu trabalho em turma;
*tornar de livre escolha do aluno o tema de investigação;
*ser um mero espectador dos movimentos do aluno;
*deixar o aluno planejar e executar seu projeto;
*acompanhar a atividade do aluno no planejamento e execução das tarefas, apenas auxiliando-o e orientando-o, não interferindo com ideias e métodos próprios.
Sua importância é promover nos alunos o desenvolvimento da criatividade e da capacidade de solucionar problemas, pois de acordo com MORAES e RAMOS (1988):
"...a técnica de projetos possibilita atingir os objetivos mais nobres do ensino, não só de Ciências, como de outras disciplinas. Trabalhos nesta técnica se constituem numa vivência efetiva dos métodos da Ciência. Neste processo o aluno o aluno é tanto solicitado a utilizar o conhecimento que já possui, como ainda adquire novos conhecimentos de uma forma realmente efetiva. Envolver o aluno em projetos é prepara-lo para a vida."
 
Minhas postagens sobre Projetos, são reflexões realizadas a partir das interdisciplinas desse semestre e também atividades desenvolvidas com trabalhos de PA.

domingo, 23 de abril de 2017

Técnica de Projetos- Pensar e Realizar

Segundo MORAES e RAMOS (1988):
"...o projeto é uma atividade em que o aluno envolve-se voluntariamente, fixa a finalidade de seu trabalho, decide sobre como conduzi-lo, tendo sempre em vista um fim prático e relacionado ao meio natural ou social em que vive. Isto implica na participação mental constante do aluno, em ter sua mente permanentemente voltada para determinado fim."
 
A técnica de projetos é uma atividade que se desenvolve diante de uma situação problemática, concreta, real e que busca soluções práticas e de uso corrente em todos os setores da atividade humana em que se pretende:
*ter um conjunto de ações organizadas, sequenciais e produtivas;
*despertar o interesse;
*valorizar a atividade;
*adquirir princípios;
*dar conhecimentos que adquirem vida, tornando-se práticos e válidos;
*abrir perspectivas para investigações reais;
*tornar qualquer programa mais atraente;
*combater o verbalismo das aulas expositivas;
*desenvolver a capacidade de iniciativa, observação, raciocínio, método, criatividade, responsabilidade e comunicação;
*conduzir o aluno à ação, transformando-o em ser ativo que idealiza e executa seu próprio trabalho;
*familiarizar o aluno com uma forma usual de trabalho dinâmico e objetivo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Modelos Pedagógicos


Modelos Pedagógicos e Epistemológicos no Currículo Escolar

Pedagogia Diretiva
Pedagogia Não-Diretiva
Pedagogia Relacional
*O ensino e a aprendizagem são pólos diferentes, o professor jamais aprenderá com o aluno e o aluno jamais ensinará o professor;
*O sujeito é o elemento conhecedor, o centro do conhecimento;
*O objeto é tudo o que o sujeito não é;
*O aluno é considerado uma tabula rasa;
*Transmissão de conhecimentos (conteúdos)
*O alfabetizador considera que seu aluno nada sabe em termos de leitura e escrita e que ele tem que ensinar;
*O professor é autoridade máxima na sala de aula;
*O aluno torna-se objeto do professor;
*O aluno é agente passivo;
*O professor fala, ensina e decide;o aluno escuta, copia, executa e aprende.
*A aprendizagem por julgar-se auto-suficiente e o ensino por ser proibido de interferir, não conseguem crescer;
*O professor é um facilitador;
*O aluno já traz um saber que precisa, apenas, trazer à consciência, organizar, ou, ainda, encher de conteúdos;
*Relação professor/aluno: centrado no aluno visando formar sua personalidade;
*O professor tem que ser confiável, receptivo e intervir o mínimo possível na aprendizagem do aluno, já que sua intervenção ameaça e inibe o aluno.
*A bagagem hereditária do aluno é que determina o seu aprendizado;
*Os conteúdos são separados da experiência do aluno e realidade;
*Aprendizagem receptiva e mecânica
 
*O aluno, só aprenderá alguma coisa, isto é, construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar a sua ação;
*Transformação social;
*Esta modelo questiona concretamente a realidade das relações;
*Os conteúdos baseia-se em experiências vividas;
*Respeito entre professores e alunos;
*A relação professor/aluno é igual, ensinam e aprendem;
*O professor tem o seu planejamento do interesse do aluno;
*Teoria e prática são vivenciadas;
*O professor verifica o que o aluno sabe para compreender o que ele diz e faz;
 
 

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...