segunda-feira, 22 de abril de 2019

Reflexão: Linguagem e Educação

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/05/linguagem-e-educacao-analise-reflexiva.html


   A linguagem oral é uma realidade no cotidiano na prática das instituições de educação infantil na medida que as pessoas falam e se comunicam entre si, expressando desejos, vontades, idéias, etc., em todos os momentos e lugares que frequentam.
   Segundo Piaget (2011), é graças a linguagem que a criança tornar-se capaz de invocar situações não atuais, libertando-se então das fronteiras do espaço próximo e presentes, ou seja, saindo do campo perceptivo.
   Considerando-se a entrada das crianças nas escolas, cabe a nós professores, contribuir de forma sistemática para que a criança aprenda a falar, ampliando o universo discursivo infantil, até que atinjam o final da pré-escola.
   O desenvolvimento dessa capacidade se dá na prática viva da língua, no diálogo com seus pares. Dialogar supõe ver e ouvir seu aluno, atribuindo intenção comunicativa à sua fala, ter atenção e cuidado ao que traz e dar continuidade a ela e, não somente, com atividades dirigidas de diferentes expressões de linguagem.
   É necessário ficarmos atentos às oportunidades de interpretar e dar sentido as falas infantis em situações que permitam a construção significativa natural da criança.



Reflexão:Importância dos temas geradores na prática pedagógica

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/06/importancia-dos-temas-geradores-na.html

   Após, realizar meu estágio obrigatório em uma turma da Educação Infantil percebi que temos um leque alternativo de metodologias que envolvem a proposta pedagógica na sala de aula, e podemos investigar qual o melhor método que se enquadra nesse processo.
   Nessa investigação resolvi desenvolver meu trabalho não com temas geradores, mas sim com projetos de aprendizagem, não descartando a possibilidade de futuramente retornar a refletir sobre temas geradores como ação educativa.

   Em sala de aula, os projetos são formas de trabalhos que envolvem variados conteúdos e organizam-se em torno de um produto final compartilhado com as crianças. Eles caracterizam-se por serem propostas que favorecem a aprendizagem significativa, pois sua estrutura cria muita motivação e conseqüente interesse. Eles não partem de um tema, mas sim de uma questão-problema que busca ser resolvida por meio das pesquisas e informações que o grupo vai adquirindo no decorrer do processo. Uma característica importante é partir de questões que surjam no grupo e que decorram da vida da comunidade onde a criança está inserida. O professor conduz o processo de aprendizagem na função de um questionador em potencial e o grupo vai buscando soluções para resolver os questionamentos.
     Segundo Lúcia Helena Alvarez Leite:
 
 “ Ao participar de um projeto, o aluno está envolvido em uma experiência educativa em que o processo de construção de conhecimento está integrado às práticas vividas. Esse aluno deixa de ser, nessa perspectiva, apenas um aprendiz do conteúdo de uma área de conhecimento qualquer. É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e que nesse processo está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto do conhecimento cultural e ser formando como sujeito cultural”.(1998)

construção de conhecimentos está integrado às práticas em que os alunos aprendem participando. Nesse contexto  desenvolvi um projeto que veio ao encontro das necessidades da turma e aos poucos cada aluno foi alcançando os objetivos relacionados com a proposta.



segunda-feira, 8 de abril de 2019

Reflexão: Pedagogia da Afetividade

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2018/06/pedagogia-da-afetividade-henri-wallon_17.html

Como descrito na postagem referência (link em anexo),valores e atitudes integram a proposta pedagógica, quer dizer, pela formação de valores, das atitudes e dos procedimentos em sala de aula, impõe-se a necessidade de uma consistente formação ética e transformadora na relação professor/aluno, sendo a afetividade um componente básico no ensino- aprendizagem. Pois, ela pode dinamizar as interações, facilitar a comunicação, pode afetar os envolvidos, promover e facilitar a união e multiplicar as potencialidades de todos.
A afetividade (facilmente confundida com o afeto que é um processo de rotina que desenvolve durante a convivência, ou seja, adquirido com o tempo) é o combustível das ações.
Para alguns autores ao provocar a curiosidade, se estimula a afetividade, que é a motivação para o conhecimento, como podemos apreciar na teoria de Henri Wallon.
Devemos saber que à afetividade vai muito além de dar carinho ou elogiar; na maioria das vezes, a afetividade é mais percebida pela criança quando o professor valoriza a sua opinião, ouve suas sugestões, observa seu desenvolvimento e demonstra disponibilidade para conversar e ouvir.
Educar é um ato de Amor!
Educar exige amorosidade metódica, 
disciplina e cuidado.
Exige uma disciplina intelectual que não se ganha
a não ser praticando. (FREIRE, 1982, p.9)

Reflexão: Desafios da Escola

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/12/desafios-da-escola.html

Refletindo sobre os "Desafios da Escola", observo que a Escola trabalha com as crianças em direção à autonomia, considerando que elas têm vontade própria e são capazes de construir conhecimentos e dependem tanto das interações sociocultural como de experiências vividas.
Ao longo do curso (PEAD) e após o estágio obrigatório, percebi o quanto é importante trabalharmos com práticas pedagógicas inovadoras e envolventes que tragam os alunos a compartilhar seus saberes.
A escola acredita, que as crianças aprendem a todo momento e esta aprendizagem acontece por meio dos vínculos que ela estabelece e sua forma de aprender.
Criar uma proposta pedagógica, que aproveita os recursos que a criança mesmo oferece, para que esta aprendizagem aconteça de forma mais prazerosa, é um desafio constante para desenvolver nossa ação docente.


quinta-feira, 28 de março de 2019

Reflexão: Qual Professor Nós Queremos Ser?

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Texto de estudo: O Menino e a Escola
Quando se pensa em aprendizagem, é preciso deixar claro qual nossa concepção sobre este conceito. Segundo Piaget, há uma diferença clássica entre desenvolvimento e aprendizagem, na qual a primeiro é um processo quase que natural e bem amplo, enquanto que o segundo é algo mais específico. A sala de aula, o espaço escolar, devido as interações e, principalmente, devido às possibilidades de intervenção do educador, deverá ser um local privilegiado para que as situações de aprendizagem aconteçam de forma espontânea, num clima de segurança e afetividade, vivenciando experiências de livre expressão e escolhas, partindo da criança nas mais variadas atividades.
Planejar a ação pensando no educando garante, com margem de segurança, a eficiência do processo de aprendizagem de forma criativa e lúdica.

Reflexão de Rubem Alves

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"Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar 
pelo mar desconhecido".   Rubem Alves

Num mundo de contradições e injustiças sociais, uma educação que estimule o aspecto mais sensível do ser é de extrema importância. A escola deve oferecer condições para que a aprendizagem ocorra com atividades cotidianas, como as brincadeiras, e também, naquelas provocadas por situações pedagógicas intencionais, orientadas e mediadas pelo educador, tornando-as significativas e questionadoras.
Esse processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna, pois consiste em estabelecer relações entre o que a criança já sabe e aquilo que é novo, instigando as perguntas para o desconhecido, ou seja, aguça a curiosidade infantil, gerando novas posturas na construção e transformação de sua própria realidade.



Reflexão Eixo IX- Práticas Pedagógicas em Movimento

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2017/05/praticas-pedagogicas-em-movimento.html

Caro leitor,
Durante o processo de escrita de meu blog, no Eixo IX, estarei realizando algumas reflexões das postagens que compartilhei com vocês, acrescentando comentários para estudo de  ações pedagógicas em sala de aula.
 Ao refletir sobre a postagem "Práticas Pedagógicas em Movimento" (15/05/2017), busquei em Jean Piaget a perspectiva de que o meio precisa desafiar e problematizar a ação e o pensamento infantil (área de minha atuação), para que a criança avance em suas formas de estruturar, organizar e interpretar o vivido, atribuindo-lhe melhores significados em suas aprendizagens e descobertas.
Daí a importância das atividades desenvolvidas serem envolventes e dinâmicas, proporcionando a criança à interação e a construção crítica do pensamento e da ação na sala de aula com práticas em movimento e inovadoras.
 Assim, é interagindo com o seu próximo, cooperando com os colegas, ao trocar ideias e ao coordenar diferentes pontos de vista, para solucionar pequenas situações problemas que a criança desenvolve sua autonomia intelectual e constrói, progressivamente, o conhecimento lógico matemático, a linguagem, a expressão oral, a motricidade e outros, por meio de interações em diferentes situações e apropriação de ideias adequadas ao seu social.
As práticas pedagógicas deverão propiciar uma ação na qual efetive a construção do conhecimento e a relação entre aprendizagem e desenvolvimento através de curiosidade, criatividade, crítica construtiva numa ação prazerosa, desafiadora, original e lúdica.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Reflexão: Renovação

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Escolhi, como encerramento do EIXO VIII, refletir sobre a evolução das minhas concepções individuais no decorrer do curso PEAD com a postagem que fiz sobre "Renovação"(link em anexo).
Repensar o que passou, ressignificar as minhas postagens dos primeiros semestres, pensar o presente e indagar o futuro, colocando-me numa situação crítica, mediadas por aprendizagens, foi gratificante.

Refletir e revisar , além do resgate inevitável que o curso possibilitou com textos, registros, tecnologias, parcerias com professores, tutores e colegas, percorrendo vivências específicas que, ao mesmo tempo me fez lembrar dessa frase "Só erra quem faz..." Me levou a pensar: "O que posso fazer para reforçar tudo que aprendi?"

Então, errei, chorei, lutei contra meus fantasmas do desânimo, retornei para corrigir o que seria possível e resolvi enfrentar tudo e todos para renovar.
Deparei-me com mudanças, num mundo em acelerada e imprevisível evolução na família, no trabalho, exigências na qualificação de docência e ao mesmo tempo, questionando-me: "Até que ponto sou uma pessoa significativa para meus alunos e minha equipe de educadores?"

A resposta que encontrei, com a atividade proporcionada pelo Seminário Integrador VIII em analisar postagens do inicio do curso foi: "Aprimorar e renovar, constantemente, minha ação docente para compartilhar minhas aprendizagens com qualidade que venha a atender metodologias de forma crítica e consciente na comunidade escolar de atuação.
 

 

Reflexão: Aprendizagem através da Música

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"[...]Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, jogos de mão etc. são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical além de atenderem a necessidade de expressão que passa pela esfera afetiva, estética e cognitiva." (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: Conhecimento de Mundo. Brasília, MEC/SEF, 1998, v.3, p.19, 48 e 58)
Além de ser lúdica, as letras das músicas, em sua simplicidade, servem de modelo para as crianças em processo de alfabetização, que, de maneira prazerosa, captam a estrutura das frases e do pensamento, ao mesmo tempo que se divertem com aspectos sonoros como os ritmos, as rimas, as aliterações, enriquecem, também, o conteúdo trabalhado proporcionado pelas figuras de linguagem. 
As diversas possibilidades musicais, favorecem as crianças a expressão verbal para comunicar-se com seus pares, ou seja, podemos usá-la como atividades privilegiadas nas quais podemos associá-la a dança, as brincadeiras e os jogos com movimentos e gestos corporais, proporcionando socialização e integração no espaço escolar.

Reflexão: Professor Transformador

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/09/professor-transformador.html

Se a nossa pretensão é modificar a escola, precisamos reconstruir nossa prática. A formação coletiva permanente dos educadores quer resgatar o papel social efetivo do educador-cidadão como profissional reflexivo e investigador.
Os professores são, obviamente, elementos fundamentais e inevitáveis na transformação e na melhoria da vida pedagógica das escolas e das salas de aula e, nesse sentido, não podem ser alheios aos processos inerentes à sua concepção, concretização e avaliação no contexto escolar.
 
A avaliação deve ajudar o educador a aprender a se auto-avaliar, a buscar novos caminhos para a sua realização, com sabedoria e responsabilidade na elaboração de seus planejamentos, partilhando experiências e saberes.
 
Para GADOTTI (1988) "...o educador é aquele que emerge junto com os seus educandos, desse mundo vivido de forma impessoal. Educar é tornar-se pessoa" (p.50)

Dessa tomada de posição, o professor será o inovador; o aluno ativo o centro do processo e a escola, o espaço de formação de seres criativos, críticos e participantes de uma educação comprometida com a sociedade que estão inseridos.

Referência:
GADOTTI, Moacir. História das Ideias Pedagógicas. São Paulo, Ática, 1997.

Reflexão: Representação Numérica

https://contribuirparaaprendizagem.blogspot.com/2016/10/representacao-numerica.html

Como e quando se utilizam os números? Os números estão presentes no nosso cotidiano e cumprem funções como contar, numerar, medir e operar. Alguns desses usos são familiares às crianças desde pequenas outros nem tanto.
Brincando, jogando, cantando, ouvindo histórias, a criança estabelece conexões entre o seu cotidiano e a Matemática.
Assim como as crianças ingressam na escola já tendo aprendido muito sobre a linguagem oral e o mundo físico (contato com os objetos), elas também chegam com uma enorme bagagem de experiências em matemática. Elas vivem em um mundo de quantidades diárias. Elas experimentam o grande, o pequeno, o muito, o pouco e o acabou, entre outros conceitos de classificar, seriar, no seu dia a dia.
De acordo com Piaget, a criança dá sentido ao mundo pelo desenvolvimento de esquemas. Um esquema é uma forma integrada de pensar sobre os elementos do mundo.
Piaget (1963) acredita que:
É suficientemente sabido que cada operação intelectual está sempre relacionada a todas as outras, e que seus próprios elementos são controlados pela mesma lei. Cada esquema está, portanto, coordenado com todos os outros, e constitui em si mesmo uma totalidade com partes diferenciadas. Cada ato de inteligência pressupõe um sistema de implicações mútuas e sentidos interconectados (p.7)
A teoria piagetiana sugere um papel ativo para a educação no desenvolvimento intelectual das crianças. Diversas ações intervêm na construção dos conhecimentos matemáticos, como recitar a seu modo a sequência numérica, fazer comparações entre quantidades e entre noções numéricas e localizar-se espacialmente. Essas ações ocorrem fundamentalmente no convívio social e no contato das crianças com histórias, contos, músicas, jogos, brincadeiras que poderão ser utilizadas no currículo da escola.
 
Referência:
Piaget, J. (1963) As origens da inteligência em crianças. Nova Iorque: W.W. Norton & Company, Inc


Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...