sexta-feira, 7 de julho de 2017

Compartilhando Saberes- Gestão Escolar

1- De que forma relações horizontais contribuem para institucionalizar uma cultura organizacional democrática? O que muda nos processos decisórios? Quais os benefícios advindos para professores, alunos funcionários, pais e comunidade, considerando esse modo de gerir a escola?
O Projeto Político Pedagógico vem contribuir e contemplar a missão da escola ou marco referencial, ajudando no alinhamento de percepções de todos os envolvidos. Nas relações horizontais, através do PPP, o gestor pode conseguir que todos olhem para o mesmo lado e compartilhem os mesmos ideais e, dessa forma, tornem-se parceiros, facilitando o processo de gestão da escola. Suas estratégias são o diálogo e a contribuição pessoal de todos os envolvidos para que o consenso da maioria encontre a melhor solução para mudanças no contexto escolar.
Assim, os processos decisórios assumem uma imagem de credibilidade, fundados na reflexão e no poder de decisão de todos os envolvidos, beneficiando aos membros, um exercício de democracia, pois envolvem representantes do corpo docente, dos estudantes, dos funcionários, da direção da escola, dos pais e da comunidade.
A prática coletiva beneficia o crescimento no exercício da capacidade de pensar, de indagar, duvidar, de experimentar hipóteses de ação, programar e não apenas seguir o que é imposto a eles, ou seja, desenvolve a autonomia dos membros da comunidade escolar e permite a conquista de novas possibilidades e experiências na melhoria da escola, principalmente, para a qualificação do processo ensino-aprendizagem.
2)Em sua opinião, qual o papel do gestor escolar, no sentido de fomentar e de preservar a gestão democrática na escola? Dê exemplos:
È de fundamental importância que o gestor escolar estimule a incorporação das propostas pedagógicas pelos grupos envolvidos, garantindo assim a coerência entre o discurso veiculado e a prática realizada, lembrando que a escola não funciona em função dos interesses privados de uns ou de outros, mas dos objetivos estabelecidos coletivamente.
O gestor deve fazer uso pleno de sua liderança no desenvolvimento de um clima democrático através de encontros periódicos formais ou informais, integrando professores, funcionários, pais e alunos bem como propondo a realização de discussões e replanejamento de questões que envolvam todos os presentes.

Quais os elementos fundamentais à gestão escolar?
A Lei nº10576/95 define as linhas da Gestão Democrática de Ensino Público, reforçando a idéia de autonomia da escola. De acordo com o seu art.1, será exercida com vista à observância dos seguintes preceitos:
I- autonomia dos estabelecimentos de ensino na gestão administrativa, financeira e pedagógica;
II- livre organização dos segmentos da comunidade escolar;
III- participação dos segmentos da comunidade escolar nos processos decisórios em órgãos colegiados;
IV- transparência dos mecanismos administrativos, financeiros e pedagógicos;
V- garantia da descentralização do processo educacional;
VI- valorização dos profissionais da educação;
VII- eficiência no uso dos recursos.
Analisando este artigo, vemos a eficiência que deverá ter um gestor escolar, pois a autonomia que lhe é transferida aumenta sua responsabilidade junto e com a comunidade escolar. Esta abertura concedida na presente lei da Gestão Democrática nos faz analisar se realmente as escolas estão prontas para esse papel que passou a exercer, com autonomia, poderes de decisão e participação.


Desafios do Ensino...

Antes de pensarmos, lançarmos ou aceitarmos desafios, relativos ao Ensino Básico, é necessário reconhecê-lo e defini-lo, ante a legislação que estabelece as bases e determina as diretrizes da Educação Nacional.
Um dos desafios que nos foi colocado, como professores, foi à discussão em torno do momento em que vivemos das questões de democratização na escola.
Fica claramente explícito pela Lei 9.394/96, que as propostas pedagógicas devem visar o desenvolvimento da capacidade, não só de aprender, mas de continuar aprendendo. Sob esta ótica, as transformações, além de operarem mudanças profundas na estrutura e na dinâmica do ensino, no seu próprio conceito, organização e gestão, determinam a formação de profissionais, cujo perfil está exposto ao redesenho e a adequação aos permanentemente novos desafios do cotidiano.
O principal foco do gestor escolar é o PPP ( Projeto Político Pedagógico), através dele o gestor vai garantir que a escola esteja envolvida em propósitos convergentes. É também o PPP que vai ajudar no alinhamento de percepções de todos na escola.
A ideia de Projeto Político Pedagógico está intimamente ligada à gestão democrática, de administração colegiada, através de um programa de formação continuada onde gestores, professores, técnicos administrativos e componentes da comunidade escolar possam sentir-se construtores de uma realidade possível, comprometendo-se colaborativamente.
Essa opinião pode ser exposta no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras, com a participação individual, grupal ou plenária.

Para tal, é necessário, entre outras coisas, questionar-se sobre os conceitos que perpassam ou são incorporados à escola, uma gestão e socialização de saberes e de símbolos escolares, mediante trocas e relações de poder, entre as diferentes instâncias, nas quais as pessoas se situam em espaços e tempos escolares, se quisermos marcar presença no contexto educacional.

Processo Educacional em Crise

O problema educacional número um no Brasil diz respeito ao ensino básico. Todas as circunstâncias atuais apontam esse ramo do ensino como mola mestra do nosso sistema de educação escolarizada. Ninguém pode se tornar útil a coletividade, ou a si próprio, sem um mínimo de instrução. A primeira condição para a valorização do homem e o aproveitamento social de suas energias físicas, intelectuais e morais reside na instrução e cabe à escola fundamental transmitir parte dessa instrução, que deve ser compartilhada por todos e formar alicerces de qualquer aprendizagem mais complexa ulterior.
O nosso ensino básico tem de começar de baixo, pois tudo está por fazer. Além de ensinar o aluno, precisamos despertar nele à consciência para práticas, ideais de vida e valores sociais que nunca foram acessíveis às massas populares. Se, ou enquanto isso não ocorrer, o crescimento econômico, o desenvolvimento político e progresso social continuarão a fazer-se, no Brasil, segundo modelo extra e antidemocrático.
Mudanças dessa magnitude na qualidade do ensino exigem radicais alterações em sua estrutura, na forma e nos conteúdos das práticas pedagógicas e no rendimento do trabalho didático.

Seria preciso ampliar o período letivo escolar, de modo a ocupar, pelo menos, oito horas do tempo da criança, por dia, durante seis anos no mínimo, referentes à educação infantil. Outrossim, seria necessário introduzir modificações na composição e diferenciação do pessoal docente, para ajustá-lo num trabalho didático mais variado, intensivo e produtivo, bem como nas instalações e equipamentos das escolas, com o fito de adaptá-las às novas funções e estrutura.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Contemplação do PPP na Escola que Queremos

O Projeto Político Pedagógico é a identidade, é a Constituição da escola. Ele é Político porque é um compromisso social, já que se compromete com a formação do cidadão para um tipo de sociedade que se deseja e é Pedagógico porque define as ações educativas e as características necessárias à escola para que ela cumpra seu propósito.
Sua elaboração deve contemplar uma clara descrição da clientela, que envolve alunos e comunidade, descrever a relação com as famílias, os recursos que serão utilizados, o estágio atual dos resultados do processo de aprendizagem e deve estabelecer metas e prazos de melhorias desses índices.
O PPP precisa, também, estabelecer as diretrizes e expectativas pedagógicas e apresentar os planos de ação para o alcance das metas e objetivos.
Pensando na comunidade escolar

terça-feira, 20 de junho de 2017

Construção do Projeto Político Pedagógico


 
O PPP é construído a partir do contexto escolar, ou seja, da realidade, da flexibilidade e das propriedades de cada comunidade escolar.
Seu planejamento só é eficiente quando apresentar os quatro momentos que o formam:
1) em que situação estamos;
2) em que direção queremos ir;
3) como está nossa caminhada em relação a esta direção estabelecida;
4) o que vamos fazer e como vamos viver para mais nos aproximarmos do horizonte traçado.

Os professores precisam:
*entrar em acordo sobre qual é o ambiente sociocultural predominante na escola e quais são as suas necessidades;
*pesquisar, observar deficiências e conflitos mais detectados entre os alunos e na comunidade;
*estabelecer objetivos a curto e médio prazo para responder às mais importantes necessidades detectadas;
*adotar critérios metodológicos compartilhados e sistema de avaliação centrado no processo;
*perder o medo de trabalhar coletivamente com outros colegas ou à sua presença e à auto-avaliação conjuntas.

Planejar participativamente, pensar em administração voltada aos princípios da gestão democrática e construir projetos escolares, que além de pedagógicos sejam também políticos, é o desafio de toda escola que consegue pensar grande, apesar de todas as dificuldades vivenciadas no processo escolar.
De acordo GANDIN:
“Se alguém quer que as pessoas participem, deve, antes de qualquer coisa, levá-las a sério. Quando houver desejo real de planejamento participativo, um aspecto metodológico constitui-se ponto fundamental: recolher o que as pessoas sentem, desejam e pensam da maneira que elas pensam, desejam e sentem, utilizando as próprias palavras que as pessoas escrevem ou pronunciam. O importante é definir que, para construir um processo participativo com distribuição de poder, não é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que pareçam simpáticas ou que coincidem com pensamentos e expectativas dos que coordenam (1995)”
 

domingo, 28 de maio de 2017

Ao Mestre...


Quando a gente ensina, a gente continua a viver na pessoa que foi ensinada!

Gestão Democrática

O Brasil, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN (Lei nº9.394/96) ingressa em um novo momento de sua história. Generaliza-se uma consciência aguda de que este momento de implantação da Lei determinará, efetivamente, nossa capacidade de encontrar e dar solução para os grandes problemas que enfrentamos em matéria de ensino e de sua administração.
A LDBEN, ao contrário da legislação anterior, centrada no ensino, apresenta-se como uma ruptura radical, pois enfatiza a aprendizagem, deixando bem claro, em vários de seus artigos, que é a aprendizagem e o conhecimento do aluno que devem embasar a organização escolar.
Um novo homem (cidadão- sujeito), uma nova sociedade (com valorização do indivíduo e do coletivo), uma nova escola (democrática, autônoma, de qualidade) emergem de um paradigma que servirá como fonte de referência para as escolas.
 

Discutindo a LDBEN


 
O ensino brasileiro, a partir da Lei 9.394/96- a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional quer preparar o aprendiz, essencialmente, para o exercício consciente e pleno da cidadania, qualificando-o para o trabalho, a partir de princípios e bases filosóficas, assim configuradas em seu contexto como o respeito à igualdade, para que o aprendizado se processe e o ensino possa ser viabilizado; garantia à gratuidade do ensino, em estabelecimentos públicos oficiais; garantia e incentivo à gestão democrática do ensino público, na forma da legislação vigente; respeito à valorização do profissional da educação, em qualquer nível.
De forma oportuna, e em acertado momento, o reafirmamos, a LDBEN descortinou e aproximou novos horizontes para a Educação Nacional, apresentando fundamentos e indicando procedimentos a nortearem a organização pedagógica e curricular das unidades escolares e integrantes dos diversos sistemas de ensino, dando ao ensino brasileiro o caráter e o fundamento da realidade contextual, a perspectiva do futuro e as nuances da modernidade, dimensionada e estruturada, segundo a viabilização e expectativa da vinculação ao mundo do trabalho e à prática social.
O que é constatável e irrefutável é a rapidez com que a estrutura educacional, sua configuração curricular e sua metodologia devem ser reconstituídas, com flexibilidade exigível e exigidas, para ao atendimento ao apelo das diferenças impostas pelo tempo e pelo espaço. Isto significa alinhamento ao avanço tecnológico e à identificação com as tendências características e, até, imperativos regionais, o diferencial entre outros tempos e o agora.
Em nosso país, a problemática assume proporções, de acordo com a própria realidade nacional ao lado das profundas diferenças físicas, sociais, culturais e econômicas, face às exigências do meio em que estes sistemas se inserem e servem.
**Atuo na Educação Infantil e inquestionavelmente, um dos aspectos de maior relevância e projeção sócio/educacional/cultural da Lei LDBEN, foi o respaldo legal à consideração da Educação Infantil, atingindo crianças de 0 a 6 anos, como primeira etapa da Educação Básica, devendo ser oferecida em instituições responsáveis pela educação e cuidado pelas crianças. Contudo, ficou, na mesma medida, expressa e confirmada a responsabilidade e o compromisso da família e da comunidade com a educação, especialmente, nesta faixa etária, fundamental para a formação da personalidade e desenvolvimento de valores, hábitos e habilidades das crianças, em um ambiente lúdico e prazeroso.
Daí, a razão de ser expressa a proposta pedagógica para a Educação Infantil no regimento escolar, enfocando e conceituando a criança em desenvolvimento e crescimento integral e integrado no contexto social em que está inserida.

 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Aprender e Acreditar


Flor de Lotus
Para mim, o significado da flor de lótus é de determinação e perseverança apesar da adversidade – um lembrete para sempre acreditar em nós mesmos, não importa os obstáculos e nem o quão escuro e tenebroso as circunstâncias possam parecer. Nós só temos que confiar em nós mesmos, acreditar em nossa própria beleza e bondade, e nós iremos, sem dúvida, florescer para a luz, assim como a flor de Lótus.

Muitas vezes nós só conseguimos enxergar o lado ruim das coisas, sendo pessimistas, reclamando da vida, porém sem fazer nada para mudar o destino. O segredo é seguir o exemplo da Flor de Lótus, que mesmo em meio ao lodo em que vive, não há nada que a impeça de florescer tão bela e formidável. Portanto, devemos deixar as mazelas de lado e se preocupar em produzir algo puro e belo, assim como a Flor de Lótus faz diariamente e com toda a tranquilidade.

http://www.japaoemfoco.com/flor-de-lotus-significado/

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pensamento...

"Aos outros, dou o direito de ser como são. A mim, dou o dever de ser cada dia melhor".
                                                                             Chico Xavier

Práticas Pedagógicas em Movimento

Viajar na educação me permite pesquisar e inovar através de novas leituras...
 
Aos alunos cabe a responsabilidade pela aquisição do conhecimento, e ao professor compete estimular e guiar convenientemente os potenciais da vontade e do raciocínio do educando.
Eis aqui o grande desafio do educador, todos os dias, em sala de aula, com a finalidade de motivar seus alunos. Modernamente, diria como Comenius: docentes ensinem menos e discentes aprendam mais. Esse é o caminho para o autodidatismo. O Dr. Ermelino João Pugliese dizia: "fácil de aprender, difícil de esquecer". Esta sua forma de pensar nos conduz a refletirmos quanto a inovação em cada aula que ministramos. Ao ensinar, o educador potencializa a inteligência e, quando conduz seus alunos à prática do que ensinou na escola ou através de trabalhos extras, está desenvolvendo a vontade. Toda atividade em sala de aula, ou extraclasse, desenvolve no aluno a inteligência e a emoção, porque é nesse momento que coloca em ação a sua vontade. Esta é a práxis pedagógica.
 
Entrevista com Dirceu Moreira (Psicólogo, Pedagogo, Doutor Honoris Causa em Psicologia da Relações Humanas: Conferencista e Consultor em educação e relações humanas).
Trecho retirado da Revista Aprendizagem ( a revista da prática pedagógica- Ano 5 nº22/2011)

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...