sexta-feira, 7 de julho de 2017

Processo Educacional em Crise

O problema educacional número um no Brasil diz respeito ao ensino básico. Todas as circunstâncias atuais apontam esse ramo do ensino como mola mestra do nosso sistema de educação escolarizada. Ninguém pode se tornar útil a coletividade, ou a si próprio, sem um mínimo de instrução. A primeira condição para a valorização do homem e o aproveitamento social de suas energias físicas, intelectuais e morais reside na instrução e cabe à escola fundamental transmitir parte dessa instrução, que deve ser compartilhada por todos e formar alicerces de qualquer aprendizagem mais complexa ulterior.
O nosso ensino básico tem de começar de baixo, pois tudo está por fazer. Além de ensinar o aluno, precisamos despertar nele à consciência para práticas, ideais de vida e valores sociais que nunca foram acessíveis às massas populares. Se, ou enquanto isso não ocorrer, o crescimento econômico, o desenvolvimento político e progresso social continuarão a fazer-se, no Brasil, segundo modelo extra e antidemocrático.
Mudanças dessa magnitude na qualidade do ensino exigem radicais alterações em sua estrutura, na forma e nos conteúdos das práticas pedagógicas e no rendimento do trabalho didático.

Seria preciso ampliar o período letivo escolar, de modo a ocupar, pelo menos, oito horas do tempo da criança, por dia, durante seis anos no mínimo, referentes à educação infantil. Outrossim, seria necessário introduzir modificações na composição e diferenciação do pessoal docente, para ajustá-lo num trabalho didático mais variado, intensivo e produtivo, bem como nas instalações e equipamentos das escolas, com o fito de adaptá-las às novas funções e estrutura.

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