quinta-feira, 15 de março de 2018

Construção da Escola Cidadã

Critérios
Realidade como ponto de partida para a construção
do conhecimento e para atuar de forma crítica na sociedade;
                                          ↙                                            ↘
Contexto sócio-histórico-cultural no                        Enfoque interdisciplinar;
qual a escola está inserida;                                                    ↓     
                                             ⤡                                    Contribuição das diferentes áreas
                                                                                   do conhecimento;
                                                                  ⥥                  ⤢ 
                                           Relação entre diferentes saberes  
                                                                   ⬇
                                         Concepção de conhecimento que
                   sustente a prática pedagógica 
    ⥥  
Formação de sujeitos críticos, participativos,
solidários, éticos...              

Educação Democrática

"A aprendizagem na Educação Democrática baseia-se no estímulo e no exercício do desejo de conhecer e ensinar".
Liberdade
felicidade
motivação
Prazer do conhecimento

Por uma Escola Democrática

Uma escola democrática é aquela que se baseia dentro de uma linha chamada Pedagogia Libertária, cujo papel da escola é:
*Transformação da personalidade num sentido libertário e autogestionário para o grupo introduzir modificações institucionais.
*Os conteúdos são os que resultam das necessidades e interesse do grupo e que não são necessariamente as matérias de estudo. São oferecidos, mas não são cobrados. Baseia-se em experiências vividas.
*Aprendizagem: Autogestão através da vivência grupal, oportunizando possibilidades de contatos, onde o grupo organiza-se democraticamente de maneira formal e efetiva para a execução do trabalho.
*O professor é como um conselheiro, instrutor e monitor disponível ao grupo. Não existe qualquer tipo de autoridade e forma de repressão, pois o grupo também é responsável por seus membros.
*O pressuposto da aprendizagem é desenvolver pessoas mais livres; a motivação está no interesse do indivíduo crescer dentro da vivência grupal, satisfazendo suas necessidades e aspirações.
*A pratica escolar sofreu influência das tendências autoritárias (anarquista), professores progressistas.

“A democracia de amanhã se prepara na democracia da escola”.

—  Célestin Freinet 




Bem Vindo ao Eixo VII

Nossa Educação depende da união das pessoas por um mesmo objetivo gerando cooperação, inovação e alto desempenho no ambiente escolar.
Os professores são, obviamente, elementos fundamentais e incontornáveis na transformação e na melhoria da vida pedagógica das escolas e das salas de aula.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Entre os Muros

    É possível que o desinteresse pedagógico dos alunos exclusos seja capaz de produzir uma reação depressiva (que não é apenas origem, mas pode ser consequência do próprio insucesso e rotulações), que secundariamente se estabiliza, sendo sustentado pelo desinteresse escolar, ou que é camuflado por meio da organização de um falso self no qual vão ancorar condutas antiescolares e de contracultura escolar.
    O insucesso e desinteresse escolar dificultam o desenvolvimento na questão das aprendizagens, ou seja, a condição primeira para o insucesso é que o próprio sujeito esteja convencido que é incapaz, e, para tanto, a estrutura social vigente mantenedora das diferenças, presente no espaço escolar, contribui muito bem.
    O professor deve desenvolver investigações na prática educacional, não limitando-se apenas a esta sub-área educacional que o filme retrata, buscando dessa forma, contribuir com a transformação da realidade, na qual o fator educativo é apenas um componente do processo cidadão e que o diálogo em sala de aula, é um dos fatores que permite vivenciarmos, discutirmos e refletirmos, abrindo possibilidades de uma educação não livresca e descobrindo o potencial do planejamento participativo, enquanto etapa de investigação-ação educacional.
Sabemos que deveríamos ter uma política educacional governamental justa e adequada, no sentido de promover condições para o trabalho educacional, mas como bem disse Paulo Freire "o professor antes de tudo deve ser também político, para desenvolver a ação social que lhe é atribuída".
    A escola cabe realizar um trabalho integrado com objetivos e fins comuns. Por isso a necessidade de conviver com a comunidade, vivenciar seus problemas mais prementes, diagnosticar sua situação global entre escola- família - comunidade.

 

 

 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Desafios da Escola

              A escola é um espaço cujos diferentes, com suas diferenças, se encontram e partilham os mesmos objetivos- aprender.
            A educação é, em essência, aquela que prepara e modifica hoje, aquilo que foi ontem, para a construção de um futuro e, consequentemente, a mudança de estado de consciência de um povo.
           Uma proposta de tal natureza precisa ser efetivada como um "caminhar contra o vento" e, como uma experiência pontual de sucesso, superar modismos, seguindo uma  historicidade ao assumir o compromisso com uma visão de homem, de sociedade e de mundo cujos embasamentos filosóficos, epistemológicos, políticos e pedagógicos estejam contextualizados com a realidade em pequenos espaços-tempos de culturas próprias, permitindo desenvolver uma experiência de interação entre diferentes, na qual cada um aprende e cada um ensina.
         O desafio da escola consiste em demonstrar que o conhecimento a ser tratado nunca deve ser compartimentado e estanque, mas sim complexo, englobante e vinculado aos aspectos da vida cotidiana na família e na sociedade, instrumentalizando os sujeitos para acompanhar os avanços do mundo/meio em que vivem, como fio condutor do processo ensino- aprendizagem de forma significativa nas suas condições de existência no campo social, na escola ou a partir dela.
 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Racismo: Um problema de todos e uma realidade passível de mudanças.

Na educação brasileira, a ausência de uma reflexão sobre as relações raciais no planejamento escolar tem impedido a promoção de relações interpessoais respeitáveis e igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano da escola e suas famílias. O silêncio sobre o racismo, o preconceito e a discriminação racial nas diversas instituições educacionais contribui para que as diferenças de fenótipo entre negros e brancos sejam entendidas como desigualdades naturais. Mas do que isso, reproduzem ou constroem os negros como sinônimos de seres inferiores.
Não há como negar que o preconceito e a discriminação raciais constituem um problema de grande monta para a criança negra, visto que essa sofre direta e cotidianamente maus tratos, agressões e injustiças, os quais afetam a sua infância e comprometem todo o seu desenvolvimento intelectual. A escola e seus agentes, os profissionais da educação em geral, têm demonstrado omissão quanto ao dever de respeitar a diversidade racial e reconhecer com dignidade as crianças e a juventude negra.
O racismo e seus derivados no cotidiano e nos sistemas de ensino não podem ser subavaliados ou silenciados pelos quadros de professores (as). É imprescindível identificá-los e combatê-los. Assim como é pungente que todos (as) educadores (as) digam não ao racismo e juntos promovam o respeito mútuo e a possibilidade de se falar sobre as diferenças humanas sem medo, sem receio, sem preconceito e, acima de tudo, sem discriminação.
O conflito e a discriminação raciais na escola não se restringem às relações interpessoais. Os diversos materiais didático-pedagógicos (livros, revistas, jornais, entre outros) utilizados em sala de aula que, em geral, apresentam apenas pessoas brancas com e como referência positiva, também são ingredientes caros ao processo discriminatório no cotidiano escolar. Quase sem exceção, os negros aparecem nesses materiais apenas para ilustrar o período escravista do Brasil-Colônia ou, então, para ilustrar situações de subserviência ou de desprestígio social.
Buscar soluções para esses problemas não é um trabalho apenas em favor dos alunos (as) negros (as), representa um trabalho em favor de todos (as) os (as) brasileiros (as), quer sejam pessoas pretas, pardas, indígenas, brancas ou amarelas.
 

 

 

sábado, 18 de novembro de 2017

Cultura X Currículo X Educação


As mudanças culturais chegam às escolas através dos currículos, mas apenas na medida que se plasmam em práticas concretas, ou seja, a escolarização dominante em um projeto cultural diferente, implica um constante esforço para decodificar as condições da escolarização, porque sem transformação não há possibilidades de mudanças curriculares ou culturais, já que ao currículo está ligada uma forma de estruturação das escolas.
A cultura chamada popular, muitas vezes proposta como fundamento de uma educação para o povo, parte de mistificações românticas a respeito desse povo e foi tomada, às vezes, como fonte dos conteúdos dos currículos a serviço dos interesses do povo. A cultura popular é vista como um produto genuíno, anônimo e coletivo não adulterado.
Mas, como disse Sebreli (1992), não se pode falar de criações culturais coletivas propriamente ditas, confundindo-se a origem de uma determinada elaboração com o fato de ela ser assimilada coletivamente.
A intermediação didática, como disse Forquin (1989) impõe a emergência de configurações cognitivas específicas, os típicos saberes escolares, que adquirem uma dinâmica própria e são capazes de sair do âmbito escolar, chegando a ser parte da cultura popular.
É bom tomarmos consciência de que esta cultura é mais elaborada e o saber possui agentes culturais mediadores, como os professores, os livros e demais materiais didáticos.
Os processos de interação com o ambiente externo é o que mantém os alunos como indivíduos e a escola como mediadora entre a qualidade cultural e a pedagogia transformadora.
Portanto, o que se busca é a construção de um repertório básico referente à pluralidade cultural, suficiente tanto para identificar o que é relevante para a situação escolar como para buscar outras informações que se façam necessárias. Essa informação deverá também contribuir na constituição da memória coletiva do aluno, bem como na identidade nacional que se reconstrói a cada dia.

domingo, 12 de novembro de 2017

O olhar sobre as Necessidades Especiais

As pessoas com necessidades especiais, ao longo dos tempos, foram vistas pela sociedade de várias maneiras e sob diferentes enfoques, ou seja, foram consideradas conforme as concepções de homem e de sociedade, valores sociais, morais, religiosos e éticos de cada momento histórico.
Conforme as colocações da médica Izabel Maior, hoje a história segregativa no mundo e no Brasil atua como influenciadora da postura social que temos. As práticas preconceituosas de nossa sociedade refletem essa história massacrante e limitante da pessoa com necessidades especiais, pois somos resistentes a mudanças.
De acordo com a médica devemos nos reinventar, conhecer o outro onde as diferenças existem. A vida se renova constantemente e, nessa renovação, ocorrem as mudanças, os retrocessos e os avanços.
O importante é ressaltar que o individuo com necessidades especiais, seja deficiência física, cognitiva ou TGD, tem uma maneira especial de se desenvolver, uma maneira diferente, e não uma variante numérica do desenvolvimento normal.
O olhar crítico para a discriminação das pessoas portadoras de deficiências revela, com muita clareza, que nenhuma sociedade se constituí bem-sucedida, se não favorecer, em todas as áreas da convivência humana, o respeito à diversidade que a constitui. Esses indivíduos tem direito a uma vida digna em todas as etapas de sua existência, sendo elas nas condições de qualidade física, psicológica, social e econômica.
TGD
Costuma-se dizer que a grande dificuldade da criança com Transtornos Globais do Desenvolvimento é a social, sendo que esta acarreta consequências significativas na vida e na aprendizagem deste indivíduo.
O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
Para poder ajudar os alunos autistas, é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito com reabilitação: psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, escola, fisioterapia, musicoterapia, etc.
Não tenho experiência em relação a esse tema, mas quando desenvolvi um projeto em sala de aula sobre " As diferenças existem", trabalhei com vários tipos de discriminações em relação as inclusões e através da leitura do livro "Miguel", da editora Salamandra, conheci essa história abordando sobre o autismo.
Um breve relato...
Miguel era diferente das outras crianças da escola. Desligado, sempre atrasado, ele parecia alheio a tudo o que acontecia, vivendo num universo só dele. Mas Miguel, na verdade, era um pequeno cientista, cheio de planos e sonhos. Para ele, os modelos e padrões tradicionais de aprendizagem de nada serviam: sua mente estava sempre em busca de novidades. Como lidar com a criança que não se interessa pelas propostas escolares, mas tem os olhos abertos para o mundo? O livro possibilita uma bela reflexão sobre esta realidade, apontando para a necessidade de repensarmos o nosso modelo atual de escola.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Educação Especial


A partir do século XIX, tempo de grandes descobertas no campo da medicina, da biologia e da saúde, passou-se a estudar os deficientes de modo a procurar respostas para seus problemas. Assim, começou o que se chama de segregação institucional: o  deficiente era tratado como um doente em alguma instituição. Excluídos da família e da sociedade, portadores de deficiências eram acolhidos em asilos de caráter religioso, muitas vezes passando ali toda sua vida. Ao mesmo tempo, foram surgindo algumas escolas especiais e centros de reabilitação, pois a sociedade começava a admitir que deficientes poderiam ser produtivos se recebessem treinamento adequado.
No Brasil, o atendimento especial aos portadores de deficiência começou oficialmente no dia 12 de outubro de 1854, quando D.Pedro II fundou o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro.
Pouco a pouco, graças a organização como a Sociedade Pestalozzi e a APAE, a questão da deficiência foi saindo do âmbito da saúde - afinal deficiente não é doente - para o âmbito da educação.
A necessidade de uma política de educação especial foi se delineando nos anos 70, quando o Ministério da Educação e Cultura, assumia que a clientela da educação especial é que requer cuidados especiais no lar, na escola e na sociedade.
Afinal, o que era diferente era desconhecido e misterioso, e o desconhecido era fonte de medo. Do medo ao preconceito é um pulo, daí a exclusão absoluta das "pessoas diferentes".
Em 1986, a expressão "alunos excepcionais" foi substituído por "alunos portadores de necessidades especiais".
No aspecto pedagógico, também a escola necessitou adequar-se a necessidade de estudar a inclusão e a exclusão dos sujeitos na Escola.

A integração significa a inserção da pessoa deficiente preparada para conviver na sociedade.
Já a inclusão significa a modificação da sociedade como pré-requisito para a pessoa com necessidades especiais buscar seu desenvolvimento e exercer sua cidadania.
Uma ação educativa comprometida com a cidadania e com a formação de uma sociedade democrática e não excludente deve, necessariamente, promover o convívio com a diversidade, que é marca da vida social brasileira.
Pelo lado das crianças que apresentam necessidades especiais, o convívio com as outras crianças se torna beneficio, na medida em que representa uma inserção de fato no universo social, e favorece o desenvolvimento e a aprendizagem, permitindo a formação de vínculos estimuladores, o confronto com a diferença e o trabalho com a própria dificuldade,
 

domingo, 5 de novembro de 2017

Autismo x Inclusão


Para ajudar os alunos autistas na inclusão escolar , é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito com reabilitação de profissionais especializados em psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia e o envolvimento da escola para receber esse aluno.
Antes de tudo, devemos ter certeza de que estamos lidando com um autista e conhecer suas principais características. A família tem que participar deste processo, observando o comportamento da criança que deve servir como sinal nesse diagnóstico.
Assim, poderemos nos organizar para incluir esse aluno na turma: construindo regras bem estabelecidas; manter a sala bem organizada com a mesma distribuição todos os dias dos objetos; manter o máximo possível a rotina da sala e da escola e quando mudar esta rotina devemos prepará-lo anteriormente.
O autista tem tendência a ser insistente, por isso devemos estar preparados para certos imprevistos. O certo é colocarmos o aluno o mais próximo de nós, observando se ele está presente no momento que  iniciar uma atividade.
Em alguns momentos ele irá preferir ficar isolado, pois são bastante apegados ao passado.
As atividades podem ser aplicadas através de recursos visuais, coloridos, que chame a atenção. Seu poder de concentração é pequeno para a realização das atividades.
Mas quando formos falar com nosso aluno autista devemos pedir que ele olhe sempre em nossos olhos.
O autismo não é um distúrbio do contato afetivo, e sim um distúrbio do desenvolvimento.
 

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...