A diversidade cultural é sinal de vitalidade, de respeito às diferenças, de espaço para os não-iguais, de generosidade, de humanismo para todos. Todavia, a exposição pura e simples da diversidade cultural e a celebração da diferença não problematizam os conflitos e as contradições das relações étnico-raciais, não aprofundam a discussão do racismo. O ensino sobre a figura do negro em nossa história, na maioria das vezes, mantém-se distanciado da vida cotidiana da maioria dos alunos, limitando-se a amontoados de fatos e acontecimentos que pouco significam.
Se concordamos que ensinar História é estimular o aluno a refletir e a fazer descobertas, é nossa tarefa demonstrar que a disciplina pode oferecer visões mais amplas sobre o dia-a-dia que o cerca, relacionando os fatos do presente com os do passado, historicizando a formação da sociedade brasileira a partir da recuperação da participação de diferentes etnias na nossa cultura, construindo com os alunos uma representação histórica, resgatando, por exemplo, a participação da população negra na construção de nossa identidade e economia (mãos negras gerando e sustentando a economia, do período colonial ao império).
Fonte de consulta: Escola Faz - Dialogando com a história e a cultura negra (Adriana Santos)
Sim Ester. Realmente é necessário fomentar que nossos alunos possam estabelecer relações entre os fatos históricos e possam refletir a respeito da realidade. Mais do que isso fazer com que se coloquem, se expressem e consigam elaborar suas hipóteses de solução dos problemas da realidade. Acredito também que a tecnologia está aí para nos ajudar. Vejo em muitas escolas muitos momentos ainda de cópia do quadro, de identificação e reconhecimento e pouco incentivo a criação. Tenho acompanhado uma porção de adolescentes que levam para casa a missão de elaborar filmes, produzir em casa apresentações reproduzindo o que os livros de história apresentam. Com roteiros elaborados pelos professores para serem contemplados. Mas pouco espaço para expressão, para exposição de exemplos práticos da realidade hoje e exposição das conclusões dos alunos. Também pouca oportunidade desse tipo de atividade ser realizada dentro da escola, no horário dos períodos de aula. Uma estratégia rica dessas que é conduzida como trabalho ou tema de casa como se não fosse a atividade mais importante, a mais ativa em termos de construção do conhecimento. O que te parece/ Queres conversar mais sobre isso? Escreve aí. Se puder nos chama por email que seguimos dialogando. Vai escrevendo que estamos te acompanhando. Abraço, Betynha e Jacque (Tutoras do Seminário Integrador I e II)
ResponderExcluirBetynha,
ExcluirSabemos que hoje não basta ensinar mas, devemos possibilitar aos alunos o desenvolvimento de suas habilidades para pensar e agir de forma crítica e consciente. É chegada a hora de analisar maduramente as metodologias que estão sendo utilizadas na escola e optar por aquela que melhor venha atender a essa clientela, tão carente de hábitos e atitudes sadias para enfrentar as necessidades da atual sociedade.
O que fundamenta a ação docente?
Reflexão do eu, do outro e do conhecimento para gerar ação.