terça-feira, 28 de março de 2017

Projeto de Aprendizagem

"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.
E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos." (Rubem Alves)

O Projeto por Aprendizagem (PA), consiste no processo de aquisição de conceitos e princípios por parte do aluno através da aprendizagem por descoberta, sem que o professor os tenha explicado anteriormente. É inevitável, portanto, que o aluno cometa erros ao descobrir as coisas por si mesmo.
O erro pode fazer parte da aprendizagem, desde que o professor saiba aproveitá-lo para tornar as idéias mais claras para seus alunos.
Uma característica fundamental do PA é a participação efetiva do aluno. O esforço para a aquisição do conhecimento parte dele próprio. Então, para facilitar esse processo deve-se procurar desenvolver no aluno a capacidade de ir além das informações obtidas e de relacionar os fatos aprendidos com outra situações do cotidiano.
Como ponto de partida, poderá se utilizar de situações concretas, exemplos, problemas específicos ou conceitos mais abrangentes.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Renovação

Só erra quem faz. E na aquisição do conhecimento, o erro faz parte do processo de reformulação.
                                A descoberta é o contato com o desconhecido e sua revelação.     A capacidade de observação e análise é fator essencial para aquisição do ensino-aprendizagem.

Professor Facilitador

O melhor professor é aquele que ensina a aprender, tendo como maior aliado a realidade que envolve seus alunos em desafios cada vez mais complexos. Cabe ao professor como facilitador ou mediador, consciente de que tipo de relacionamento com seus alunos afeta profundamente os resultados, facilitando, dificultando ou até bloqueando a aprendizagem.
É o professor quem faz o aluno progredir, na medida em que desencadeia a problematização, oferece os materiais e orienta quanto aos procedimentos da aprendizagem.
Nesse processo, a mediação do professor é fundamental, possibilitando ao aluno o acesso ao conhecimento sistematizado que, uma vez integrado ao seu conhecimento anterior, é um instrumento cultural indispensável ao melhor entendimento da realidade, proporcionando o desenvolvimento da observação, da manipulação de materiais, da problematização, do reconhecimento das causas de alguns fenômenos simples e de suas interações na construção do conhecimento.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O tempo em sala de aula

O tempo na escola: saberes
Se o tempo é uma construção social em constante mudança, devemos propiciar uma aprendizagem considerando o tempo de cada criança, seu desenvolvimento e diferenças.
O aluno:
Na faixa etária da Educação Infantil, muitas experiências demonstram a dificuldade das crianças para conceituar e entender as noções de tempo. As crianças, em geral, não têm um conceito, uma definição do que seja ontem ou amanhã. Geralmente, tudo o que se refletir ao passado será nomeado pela criança pequena como ontem e tudo que se referir ao futuro como amanhã. Por isso é importante que o professor trabalhe com a organização da rotina, favorecendo o estabelecimento de marcos temporal para as crianças. Por exemplo, hoje teremos hora da rodinha e hora da aula de artes antes do recreio, depois teremos aula de música e realização das atividades e logo após iremos embora.
Os conceitos de manhã e tarde também são difíceis para as crianças pequenas. Já o de noite é mais fácil, pois elas reconhecem que está de noite pela ausência do sol, pela escuridão.
Quando estão na escola, elas tendem a estruturar a rotina da seguinte forma: antes ou depois do recreio. Só posteriormente, quando conseguirem assimilar bem a rotina da escola, começarão a fazer distinções entre momentos dentro dos dois intervalos de tempo pré-definidos (antes ou depois do recreio). Outro aspecto temporal que causa conflito nas crianças é a questão da idade, pois, em geral, é relacionada por elas ao tamanho das pessoas e à data de nascimento. Em geral, associam que quanto maior o tamanho, maior a idade, o que gera conflitos quando percebem que as pessoas adultas, mesmo permanecendo do mesmo tamanho, ficam mais velhas.
 Sendo assim, atividades significativas direcionadas as etapas de desenvolvimento da criança, poderão sistematizar conhecimentos que serão representativos para sua permanência na escola.
O professor:
Na educação se discute muito sobre o tempo: tempo para cumprir os conteúdos do currículo, tempo para desenvolver um projeto, tempo para aplicar o plano de aula, tempo para entregar avaliações, enfim tudo é determinado pelo TEMPO. Mas e o tempo de organizar e planejar toda essa demanda que a comunidade escolar nos cobra?
A prática pedagógica requer tempo para refletir, organizar e avaliar nossos saberes, que muitas vezes são desvalorizados pela sociedade que tem tempo para criticar. Nossas ações sempre dependerão do tempo que tivermos para realizar um trabalho prazeroso.
Não podemos nos transformar em prisioneiros do tempo sem antes demonstrar que podemos desafiar o tempo da atualidade.  Permanência em sala de aula não pode ser considerada como “passar o tempo”, mas pode ser modificado para o tempo que tenho em sala de aula para criar com meus alunos.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sustentabilidade...será o fim?

 A relação entre visão de mundo e natureza aborda muitas definições sobre o que é sustentável. A mais apropriada diz que “o sistema em que vivemos deve satisfazer nossas necessidades de crescimento e manutenção e o excedente deve ser utilizado para reinvestimento” (UNESCO, 2002). Ou seja, o foco deve ser satisfazer nossas necessidades presentes sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas.
Os cientistas avisam que nosso modo de vida é insustentável. Estamos esgotando os recursos, poluindo as águas e degradando as terras que por muitos anos foram cuidadas por comunidades indígenas que preservavam a manutenção da diversidade de plantas e animais. Hoje, a falta de planejamento e organização ambiental está atingindo todos os povos do mundo, dando a sensação de desespero sobre a situação do meio ambiente. Precisamos lembrar constantemente que nossas crianças herdarão a responsabilidade de cuidar da terra. Por isso, a educação ambiental de hoje deve ser construída sobre a curiosidade natural das crianças e sobre o entusiasmo pela exploração, com programas que descubram a natureza pela ciência, tecendo com a investigação prática e encorajando a avaliação crítica dos problemas e das soluções. Passando às crianças a responsabilidade de algo concreto para fazer no mundo, expressamos nossa confiança na capacidade de trabalhar, de resolver problemas de forma criativa e cooperativa, incentivando o desenvolvimento de valores que orientarão e motivarão para estilos de vida sustentáveis.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Ciências no Currículo Escolar

1) O que é ciências? É a relação entre o homem e a natureza, e as formas de transformação e utilização dos recursos naturais que as diversas culturas desenvolveram na sua relação com o meio ambiente.
 2)Por que estudar ciências na escola?
Um trabalho nessa direção, permitirá que as crianças se aproximem de conteúdos conceituais e procedimentais das ciências, uma vez que favorecerá o desenvolvimento de atitudes como a curiosidade, a dúvida diante do evidente, a capacidade de formular perguntas, o respeito ao meio ambiente que o cerca, ou seja, ação humana na transformação da natureza (causa e efeito).
Os conteúdos pertinentes às áreas das Ciências Naturais sempre estiveram presente na composição dos currículos das escolas de educação infantil, onde se desenvolve atividades de investigação sobre as etapas de transformação presentes nos ciclos vitais dos homens, animais e plantas e tudo que tenha relação com a curiosidade infantil.
A compreensão de que o homem transforma seu meio e é por ele transformado, é uma aprendizagem fundamental que aguça a curiosidade dos alunos, através do interesse da realidade física e das formas de intervir nela.
Não só os conteúdos apresentados, como a própria metodologia promove e reforça um fazer significativo de pesquisa, investigação e observação.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Classificar é fazer ciências?


Relatório Mercadinho Secos e Molhados - Classificação

 
Faixa etária: 6 anos - Turma JB

(Registro da atividade)
O encarte disponibilizado na interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais com os produtos de mercado, foram xerocados e distribuídos para as crianças. Pedi que todos recortassem os produtos porque iríamos fazer algumas compras através do jogo da memória e depois organizar as gravuras dos produtos em envelopes.
1ªcriança:
Classificou por ser parecido, embalado em saco plástico: farinha de trigo, açúcar, feijão, arroz, bolacha, algodão.
Classificou gêneros que podem ir para a geladeira: água sem gás, ovos, massa(pote), linguiça, espaguete caseiro, suco de uva, iogurte, frango, cebola picada, banana.
Classificou por utilidade: panela de pressão, fósforo (segundo a criança se acender o fósforo no fogão, acende o gás e cozinha o que tem na panela), balde e guardanapo de papel serve para fazer limpeza.
Por que organizou assim?
Porque todos os produtos separados combinam onde vão ser guardados.
Ex.: Não tem como guardar o iogurte fora da geladeira porque vai estragar e a água vai ficar quente.
Teria como organizar de outra forma?
Acho que não...(pensativo). Se mexer não iria dar certo.

 2ªcriança:
Separou os produtos classificando grupos de 6 em 6 sem usar critérios ou características de cada um.
Formou três grupos de 6 elementos e sobrou 2 elementos.
Por que organizou assim?
Fica melhor para guardar nos envelopes.
Perguntei: Mas e os dois que ficaram de fora?
Teria como organizar de outra forma?
Se juntar o que sobrou fica 7 por 7 e um por 6 nos envelopes.

 
Classificar é fazer ciências?
Desde pequenas, através da interação com o meio físico e social no qual vivem, as crianças aprendem através da observação e da experimentação, fazendo perguntas e procurando respostas as suas indagações e questões.
Há uma grande variedade de objetos e materiais presentes no meio no qual a criança está inserida: objetos com diferentes características comuns até ao agrupamento de seres que desenvolvem entre si características próprias e de acordo com sua classificação organizamos por classes.
Ciências é a base para a produção de conhecimento que separa, organiza nomeia e classifica o objeto estudado.        

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Representação Numérica

A criança precisa praticar matemática: pensar sobre os seus usos para compreender o mundo e nele se relacionar. Procura entender para que servem, como são organizados e onde são usados os números que encontra nas casas, nos letreiros e placas de carros e de ônibus, em listas de preços, telefones, calendários, aparelhos eletrônicos, etc. Para que descubra como funcionam esses sistemas de notação e possa operar com eles, deve poder compará-los e usá-los em várias situações. Portanto, desde muito cedo, as crianças criam hipóteses e elaboram conhecimentos acerca destes sistemas de representação.
"A prática educativa deve buscar situações de aprendizagem que produzam contextos cotidianos nos quais, por exemplo, escrever, contar, ler, desenhar procurar uma informação, etc., tenha uma função real. Isto é, escreve-se para guardar uma informação, para enviar uma mensagem, contam-se tampinhas para encontrar uma solução..."(Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, vol.I - p.35)
Segundo Piaget, o conceito de número é construído pelo próprio indivíduo num processo que envolve o seu amadurecimento biológico, experiências vividas e informações que recebe do meio em que vive.
Em seu processo de desenvolvimento, o aluno vai criando várias relações entre os objetos, através de comparações (quantidades e formas semelhantes ou diferentes, maiores ou menores, tamanho dos objetos e outras) e posteriormente, coordena-se de maneira cada vez mais complexa.
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Representação do Mundo pela Matemática

A presença da matemática na educação infantil atende, por um lado, às necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e, por outro, corresponde a uma necessidade social de instrumentalizá-las melhor. Numerar objetos é   função indispensável do número no nosso meio social, com a qual as crianças frequentemente têm contato e em relação à qual são solicitadas a se manifestar. A atribuição de número para elas ocorre na marcação de pontos de um jogo, no registro de datas e de quantidades.
Para contar objetos, a criança tem que usar conhecimentos da série oral. Um aspecto importante a observar é se as crianças utilizam de forma espontânea a contagem para resolver diferentes  situações que lhe apresentam, isto é, se fazem uso das ferramentas adquiridas nas atividades propostas em outra situações.
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Objetos digitais de aprendizagem


Numa sociedade moderna, caracterizada pela revolução eletrônica vinculada ao processo produtivo, ficará comprometida a pedagogia que não assuma a incorporação tecnológica como um dos recursos educacional. Embora a tecnologia seja um recurso, seu uso correto pode transformar-se num princípio pedagógico que vai dinamizar a ação, a interatividade, a produtividade e o prazer do aluno em usá-la e, se possível, dominá-la. O conhecimento e o domínio das tecnologias trazem enormes vantagens para professores e alunos na vida social, criando novos cenários pedagógicos na produção e difusão de conhecimentos, como também redimensiona os próprios mecanismos intelectuais  do ensino-aprendizagem.
É a tecnologia a serviço do homem e da educação, e não o oposto, ou seja, o professor não fica menos importante. A máquina faz do professor uma figura ainda mais indispensável e humana.

 Atividade: Noção de igual e diferente (comparação)

Faixa etária:  4 a 6 anos (Jardim A / Jardim B).
Justificativa:
A presença da matemática na educação infantil atende às necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e a  necessidade social. Devemos propor atividades para prepará-las melhor para viverem em um mundo que exige, cada vez mais, diferentes conhecimentos e habilidades, ampliando suas experiências na área para resolver problemas do seu cotidiano e nas situações de aprendizagem.
 Material: 1 caixa com sucatas variadas.
Desenvolvimento:
*O professor apresenta às crianças dois objetos diferentes mas da mesma qualidade.
Exemplo: Um copo e uma garrafa.
*Explorar, com as crianças, que tanto o copo quanto a garrafa são feitos de vidro, mas possuem formas diferentes.
*Pedir às crianças que busquem na caixa, sucata, um a um, dois objetos feitos com o mesmo material mas possuem formas diferentes.
*Deixar que cada aluno mostre os seus objetos e fale sobre eles (por que são diferentes na forma).
Observação: Solicitar às crianças que falem utilizando frases completas.
Ex.: A garrafa é diferente do copo.
Variação:
Fazer a mesma atividade com objetos da mesma forma, mas de materiais diferentes.
Ex.: copos de vidro e de plástico, colheres de metal e de plástico, etc.

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Valorizando os conhecimentos em sala de aula


Na atualidade, o tempo de sala de aula exige um professor como suporte intelectual e emocional do aluno na interação com o meio, comprovando a constatação histórica de que, para além de toda e qualquer moderna teoria pedagógica, o professor continua sendo o modelo para seus alunos, não tanto pelo seu discurso mas, sobretudo, pelas suas atitudes comportamentais, éticas frente à realidade.

O papel do professor se fortalece. Ele é o planejador, o condutor do processo de aprendizagem, o grande incentivador e administrador da curiosidade de crianças e jovens.

Planejar este processo é uma enorme responsabilidade. Não devemos desenvolver atividades pedagógicas sem levar em consideração o nível conceitual do aluno e insistir em ensinar para ele o que já sabe, pois, torna-se tedioso, daí entra o conceito de cumprir com as obrigações e a preencher a carga horária citado no texto indicado. Sem ação do aluno não há aprendizagem. Todo conhecimento procede da ação.

O melhor professor é aquele que ensina a aprender, tendo como maior aliado a realidade que envolve seus alunos em desafios cada vez mais complexos. Alunos críticos, criativos, inteligentes estimulam e exigem professores do mesmo perfil, e vice-versa.

Pedagogicamente, o tempo em sala de aula é valorizar as trocas de conhecimentos, objetivando o aperfeiçoamento da capacidade criativa e construtora das  mais diversas linguagens. Resta ter a sabedoria pedagógica para a montagem de uma inovadora estrutura curricular.

 

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...