Só erra quem faz. E na aquisição do conhecimento, o erro faz parte do processo de reformulação.
A descoberta é o contato com o desconhecido e sua revelação. A capacidade de observação e análise é fator essencial para aquisição do ensino-aprendizagem.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Professor Facilitador
O melhor professor é aquele que ensina a aprender, tendo como maior aliado a realidade que envolve seus alunos em desafios cada vez mais complexos. Cabe ao professor como facilitador ou mediador, consciente de que tipo de relacionamento com seus alunos afeta profundamente os resultados, facilitando, dificultando ou até bloqueando a aprendizagem.
É o professor quem faz o aluno progredir, na medida em que desencadeia a problematização, oferece os materiais e orienta quanto aos procedimentos da aprendizagem.
Nesse processo, a mediação do professor é fundamental, possibilitando ao aluno o acesso ao conhecimento sistematizado que, uma vez integrado ao seu conhecimento anterior, é um instrumento cultural indispensável ao melhor entendimento da realidade, proporcionando o desenvolvimento da observação, da manipulação de materiais, da problematização, do reconhecimento das causas de alguns fenômenos simples e de suas interações na construção do conhecimento.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
O tempo em sala de aula
O tempo na escola: saberes
Se o tempo é uma construção
social em constante mudança, devemos propiciar uma aprendizagem considerando o
tempo de cada criança, seu desenvolvimento e diferenças.
O aluno:
Na faixa etária da Educação Infantil,
muitas experiências demonstram a dificuldade das crianças para conceituar e
entender as noções de tempo. As crianças, em geral, não têm um conceito, uma
definição do que seja ontem ou amanhã. Geralmente, tudo o que se refletir ao
passado será nomeado pela criança pequena como ontem e tudo que se referir ao
futuro como amanhã. Por isso é importante que o professor trabalhe com a
organização da rotina, favorecendo o estabelecimento de marcos temporal para as
crianças. Por exemplo, hoje teremos hora da rodinha e hora da aula de artes
antes do recreio, depois teremos aula de música e realização das atividades e
logo após iremos embora.
Os conceitos de manhã e tarde
também são difíceis para as crianças pequenas. Já o de noite é mais fácil, pois
elas reconhecem que está de noite pela ausência do sol, pela escuridão.
Quando estão na escola, elas
tendem a estruturar a rotina da seguinte forma: antes ou depois do recreio. Só
posteriormente, quando conseguirem assimilar bem a rotina da escola, começarão
a fazer distinções entre momentos dentro dos dois intervalos de tempo
pré-definidos (antes ou depois do recreio). Outro aspecto temporal que causa
conflito nas crianças é a questão da idade, pois, em geral, é relacionada por
elas ao tamanho das pessoas e à data de nascimento. Em geral, associam que
quanto maior o tamanho, maior a idade, o que gera conflitos quando percebem que
as pessoas adultas, mesmo permanecendo do mesmo tamanho, ficam mais velhas.
Sendo assim, atividades significativas
direcionadas as etapas de desenvolvimento da criança, poderão sistematizar
conhecimentos que serão representativos para sua permanência na escola.
O professor:
Na educação se discute muito
sobre o tempo: tempo para cumprir os conteúdos do currículo, tempo para
desenvolver um projeto, tempo para aplicar o plano de aula, tempo para entregar
avaliações, enfim tudo é determinado pelo TEMPO. Mas e o tempo de organizar e
planejar toda essa demanda que a comunidade escolar nos cobra?
A prática pedagógica requer tempo
para refletir, organizar e avaliar nossos saberes, que muitas vezes são
desvalorizados pela sociedade que tem tempo para criticar. Nossas ações sempre
dependerão do tempo que tivermos para realizar um trabalho prazeroso.
Não podemos nos transformar em
prisioneiros do tempo sem antes demonstrar que podemos desafiar o tempo da
atualidade. Permanência em sala de aula
não pode ser considerada como “passar o tempo”, mas pode ser modificado para o
tempo que tenho em sala de aula para criar com meus alunos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Sustentabilidade...será o fim?
A relação entre visão de mundo e natureza
aborda muitas definições sobre o que é sustentável. A mais apropriada diz que “o
sistema em que vivemos deve satisfazer nossas necessidades de crescimento e
manutenção e o excedente deve ser utilizado para reinvestimento” (UNESCO,
2002). Ou seja, o foco deve ser satisfazer nossas necessidades presentes sem
comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas.
Os
cientistas avisam que nosso modo de vida é insustentável. Estamos esgotando os
recursos, poluindo as águas e degradando as terras que por muitos anos foram
cuidadas por comunidades indígenas que preservavam a manutenção da diversidade
de plantas e animais. Hoje, a falta de planejamento e organização ambiental
está atingindo todos os povos do mundo, dando a sensação de desespero sobre a
situação do meio ambiente. Precisamos lembrar constantemente que nossas
crianças herdarão a responsabilidade de cuidar da terra. Por isso, a educação
ambiental de hoje deve ser construída sobre a curiosidade natural das crianças
e sobre o entusiasmo pela exploração, com programas que descubram a natureza
pela ciência, tecendo com a investigação prática e encorajando a avaliação
crítica dos problemas e das soluções. Passando às crianças a responsabilidade
de algo concreto para fazer no mundo, expressamos nossa confiança na capacidade
de trabalhar, de resolver problemas de forma criativa e cooperativa,
incentivando o desenvolvimento de valores que orientarão e motivarão para
estilos de vida sustentáveis.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Ciências no Currículo Escolar
1) O que é ciências? É a
relação entre o homem e a natureza, e as formas de transformação e utilização
dos recursos naturais que as diversas culturas desenvolveram na sua relação com
o meio ambiente.
2)Por que estudar ciências na
escola?
Um trabalho nessa direção,
permitirá que as crianças se aproximem de conteúdos conceituais e
procedimentais das ciências, uma vez que favorecerá o desenvolvimento de
atitudes como a curiosidade, a dúvida diante do evidente, a capacidade de
formular perguntas, o respeito ao meio ambiente que o cerca, ou seja, ação
humana na transformação da natureza (causa e efeito).
Os conteúdos pertinentes às áreas
das Ciências Naturais sempre estiveram presente na
composição dos currículos das escolas de educação infantil, onde se desenvolve
atividades de investigação sobre as etapas de transformação presentes nos
ciclos vitais dos homens, animais e plantas e tudo que tenha relação com a
curiosidade infantil.
A compreensão de que o homem
transforma seu meio e é por ele transformado, é uma aprendizagem fundamental
que aguça a curiosidade dos alunos, através do interesse da realidade física e
das formas de intervir nela.
Não só os conteúdos apresentados,
como a própria metodologia promove e reforça um fazer significativo de
pesquisa, investigação e observação.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Classificar é fazer ciências?
Relatório Mercadinho
Secos e Molhados - Classificação
(Registro da atividade)
O encarte disponibilizado na interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais com os produtos de mercado, foram xerocados e distribuídos para as crianças. Pedi que todos recortassem os produtos porque iríamos fazer algumas compras através do jogo da memória e depois organizar as gravuras dos produtos em envelopes.
1ªcriança:
Classificou por ser parecido,
embalado em saco plástico: farinha de trigo, açúcar, feijão, arroz, bolacha,
algodão.
Classificou gêneros que podem ir
para a geladeira: água sem gás, ovos, massa(pote), linguiça, espaguete caseiro,
suco de uva, iogurte, frango, cebola picada, banana.
Classificou por utilidade: panela
de pressão, fósforo (segundo a criança se acender o fósforo no fogão, acende o
gás e cozinha o que tem na panela), balde e guardanapo de papel serve para
fazer limpeza.
Por que organizou assim?Porque todos os produtos separados combinam onde vão ser guardados.
Ex.: Não tem como guardar o iogurte fora da geladeira porque vai estragar e a água vai ficar quente.
Teria como organizar de outra forma?
Acho que não...(pensativo). Se mexer não iria dar certo.
2ªcriança:
Separou os produtos classificando
grupos de 6 em 6 sem usar critérios ou características de cada um.Formou três grupos de 6 elementos e sobrou 2 elementos.
Por que organizou assim?
Fica melhor para guardar nos envelopes.
Perguntei: Mas e os dois que ficaram de fora?
Teria como organizar de outra forma?
Se juntar o que sobrou fica 7 por 7 e um por 6 nos envelopes.
Desde
pequenas, através da interação com o meio físico e social no qual vivem, as
crianças aprendem através da observação e da experimentação, fazendo perguntas
e procurando respostas as suas indagações e questões.
Há uma grande
variedade de objetos e materiais presentes no meio no qual a criança está
inserida: objetos com diferentes características comuns até ao agrupamento de
seres que desenvolvem entre si características próprias e de acordo com sua
classificação organizamos por classes.
Ciências é a
base para a produção de conhecimento que separa, organiza nomeia e classifica o
objeto estudado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Representação Numérica
A criança precisa praticar matemática: pensar sobre os seus usos para compreender o mundo e nele se relacionar. Procura entender para que servem, como são organizados e onde são usados os números que encontra nas casas, nos letreiros e placas de carros e de ônibus, em listas de preços, telefones, calendários, aparelhos eletrônicos, etc. Para que descubra como funcionam esses sistemas de notação e possa operar com eles, deve poder compará-los e usá-los em várias situações. Portanto, desde muito cedo, as crianças criam hipóteses e elaboram conhecimentos acerca destes sistemas de representação.
"A prática educativa deve buscar situações de aprendizagem que produzam contextos cotidianos nos quais, por exemplo, escrever, contar, ler, desenhar procurar uma informação, etc., tenha uma função real. Isto é, escreve-se para guardar uma informação, para enviar uma mensagem, contam-se tampinhas para encontrar uma solução..."(Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, vol.I - p.35)
Segundo Piaget, o conceito de número é construído pelo próprio indivíduo num processo que envolve o seu amadurecimento biológico, experiências vividas e informações que recebe do meio em que vive.Em seu processo de desenvolvimento, o aluno vai criando várias relações entre os objetos, através de comparações (quantidades e formas semelhantes ou diferentes, maiores ou menores, tamanho dos objetos e outras) e posteriormente, coordena-se de maneira cada vez mais complexa.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Representação do Mundo pela Matemática
A presença da matemática na educação infantil atende, por um lado, às necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e, por outro, corresponde a uma necessidade social de instrumentalizá-las melhor. Numerar objetos é função indispensável do número no nosso meio social, com a qual as crianças frequentemente têm contato e em relação à qual são solicitadas a se manifestar. A atribuição de número para elas ocorre na marcação de pontos de um jogo, no registro de datas e de quantidades.
Para contar objetos, a criança tem que usar conhecimentos da série oral. Um aspecto importante a observar é se as crianças utilizam de forma espontânea a contagem para resolver diferentes situações que lhe apresentam, isto é, se fazem uso das ferramentas adquiridas nas atividades propostas em outra situações.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Objetos digitais de aprendizagem
Numa sociedade moderna,
caracterizada pela revolução eletrônica vinculada ao processo produtivo, ficará
comprometida a pedagogia que não assuma a incorporação tecnológica como um dos
recursos educacional. Embora a tecnologia seja um recurso, seu uso correto pode
transformar-se num princípio pedagógico que vai dinamizar a ação, a
interatividade, a produtividade e o prazer do aluno em usá-la e, se possível,
dominá-la. O conhecimento e o domínio das tecnologias trazem enormes vantagens
para professores e alunos na vida social, criando novos cenários pedagógicos na
produção e difusão de conhecimentos, como também redimensiona os próprios
mecanismos intelectuais do
ensino-aprendizagem.
É a tecnologia a serviço do homem
e da educação, e não o oposto, ou seja, o professor não fica menos importante.
A máquina faz do professor uma figura ainda mais indispensável e humana.
Atividade: Noção de igual e diferente (comparação)
Faixa etária: 4 a 6 anos (Jardim A / Jardim B).
Justificativa:
A presença da matemática na
educação infantil atende às necessidades das próprias crianças de construírem
conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento e a necessidade social. Devemos propor atividades
para prepará-las melhor para viverem em um mundo que exige, cada vez mais,
diferentes conhecimentos e habilidades, ampliando suas experiências na área
para resolver problemas do seu cotidiano e nas situações de aprendizagem.
Material: 1 caixa com sucatas
variadas.
Desenvolvimento:*O professor apresenta às crianças dois objetos diferentes mas da mesma qualidade.
Exemplo: Um copo e uma garrafa.
*Explorar, com as crianças, que tanto o copo quanto a garrafa são feitos de vidro, mas possuem formas diferentes.
*Pedir às crianças que busquem na caixa, sucata, um a um, dois objetos feitos com o mesmo material mas possuem formas diferentes.
*Deixar que cada aluno mostre os seus objetos e fale sobre eles (por que são diferentes na forma).
Observação: Solicitar às crianças que falem utilizando frases completas.
Ex.: A garrafa é diferente do copo.
Variação:
Fazer a mesma atividade com objetos da mesma forma, mas de materiais diferentes.
Ex.: copos de vidro e de plástico, colheres de metal e de plástico, etc.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Valorizando os conhecimentos em sala de aula
Na atualidade, o tempo de sala de
aula exige um professor como suporte intelectual e emocional do aluno na
interação com o meio, comprovando a constatação histórica de que, para além de
toda e qualquer moderna teoria pedagógica, o professor continua sendo o modelo
para seus alunos, não tanto pelo seu discurso mas, sobretudo, pelas suas
atitudes comportamentais, éticas frente à realidade.
O papel do professor se
fortalece. Ele é o planejador, o condutor do processo de aprendizagem, o grande
incentivador e administrador da curiosidade de crianças e jovens.
Planejar este processo é uma
enorme responsabilidade. Não devemos desenvolver atividades pedagógicas sem
levar em consideração o nível conceitual do aluno e insistir em ensinar para
ele o que já sabe, pois, torna-se tedioso, daí entra o conceito de cumprir com
as obrigações e a preencher a carga horária citado no texto indicado. Sem ação
do aluno não há aprendizagem. Todo conhecimento procede da ação.
O melhor professor é aquele que
ensina a aprender, tendo como maior aliado a realidade que envolve seus alunos
em desafios cada vez mais complexos. Alunos críticos, criativos, inteligentes
estimulam e exigem professores do mesmo perfil, e vice-versa.
Pedagogicamente, o tempo em sala
de aula é valorizar as trocas de conhecimentos, objetivando o aperfeiçoamento da
capacidade criativa e construtora das
mais diversas linguagens. Resta ter a sabedoria pedagógica para a
montagem de uma inovadora estrutura curricular.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Conhecimento de Mundo na Educação
Nós profissionais da educação, queremos uma educação de qualidade em que haja espaço para a vivência das múltiplas linguagens produzidas pela humanidade.
Não podemos nos submeter a ocupar espaços que se configuram como simples preenchimento de tempo ou compensação das necessidades de movimento das crianças.
As crianças nessa idade são:
Inteligentes, curiosas, animadas, brincalhonas e em busca de relacionamentos que lhe tragam bem estar e felicidade.
Por serem inquietas, estão dispostas a encontrar o novo a cada dia.
A escola parte do pressuposto que a criança é um ser social que nasce com capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem o desejo de estar perto das pessoas e é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender, influenciar e modificar o seu ambiente.
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