sexta-feira, 3 de junho de 2016

Inclusão e exclusão na educação

No aspecto pedagógico, a escola necessitou adequar-se a necessidade de estudar a "inclusão e a exclusão na escola":
Antigamente, os deficientes eram segregados, afastados de qualquer convívio social, pois sua diferença era vista como maldição, destino ou qualquer tipo de crendice.
Afinal, o que era diferente era desconhecido e misterioso, e o desconhecido era fonte de medo. Do medo ao preconceito é um pulo, daí a exclusão absoluta das "pessoas diferentes".
A partir do século XIX, tempo de grandes descobertas no campo da medicina, da biologia e da saúde, passou-se a estudar os deficientes de modo a procurar respostas para seus problemas. Assim, começou o que se chama de segregação institucional: o deficiente era tratado como um doente em alguma instituição. Excluídos da família e da sociedade, portadores de deficiências eram acolhidos em asilos de caráter religioso, muitas vezes passando ali toda sua vida. Ao mesmo tempo, foram surgindo algumas escolas especiais e centros de reabilitação, pois a sociedade começava a admitir que deficientes poderiam ser produtivos se recebessem treinamento adequado.
Pouco a pouco, graças a organizações como a Sociedade Pestalozzi e a APAE, a questão da deficiência foi saindo do âmbito da saúde, afinal deficiente não é doente para o âmbito da educação.
A escola é o espaço no qual precisa acontecer o desenvolvimento de habilidades, potencialidades e produção de conhecimentos, seja como elemento para fundamentar reivindicações como transformadores na educação.

sábado, 28 de maio de 2016

Diante das diferenças individuais

     O aluno constrói o seu conhecimento na interação com o meio em que vive. Portanto, depende das condições desse meio, da vivência de objetos e situações, para ultrapassar determinados estádios de desenvolvimento e ser capaz de estabelecer relações cada vez mais complexas e abstratas. Os entendimentos dos alunos são decorrentes do seu desenvolvimento próprio frente a umas e outras áreas de conhecimento, a partir de sua maturação e suas vivências: "os novos comportamentos cujo aparecimento define cada fase, apresentam-se sempre como um desenvolvimento das fases precedentes"(Piaget,1987).
     Se concebemos a aprendizagem como a sucessão de aquisições constantes e dependentes da oportunidade que o meio lhe oferece, assumimos o compromisso diante das diferenças individuais dos alunos.
     Nesse contexto, o êxito de um trabalho inclusivo depende muito mais da escola, onde os professores abordem as diferenças com uma linguagem real ou imaginária com o próximo. Há, pois, através das histórias infantis, a possibilidade de entrar em relação entre o prazer e o lúdico para um desenvolvimento desejável.
     As histórias infantis, apresentam um leque de sugestões, que abrangem vários títulos que envolvem as diferenças, ligando-se entre si na qual podemos reestruturar as escolas e repensar em nossa prática educacional.
 

Sim ao jogo na sala de aula

     O mundo lúdico se origina nos jogos iniciais de perda e recuperação, encontro e separação. Inicia com uma atividade vital, muito poderosa, que embasa o treinamento motor, postural, sensorial e comunicação com o mundo externo.
     Pouco a pouco, vai adquirindo e desenvolvendo qualidades e peculiaridades psíquicas, no atingimento do período do pensamento mágico e da simbolização, para chegar à atividade organizada, que propicia e exige a aceitação de regras, compromissos e sanções.Com isto, se quer afirmar que o jogo compromete, não só, mas ativa e desenvolve o mental, o afetivo, o físico, atingindo o social, no reconhecimento dos demais aspectos.
Tipos de jogos: Jogos tradicionais, jogos com suas variantes, jogos em grupo; ao jogo espontâneo, ao jogo didático.
     Jogar implica em prazer, que propicia a capacidade humana de provar, aproveitar, sonhar, imaginar, criar.
      "Friedrich Froebel, o criador dos jardins de infância defendia um ensino sem obrigações porque o aprendizado depende dos interesses de cada um e se faz por meio da prática.
Froebel chegou a suas conclusões sobre a psicologia infantil observando as brincadeiras e os jogos das crianças." (Revista Nova Escola-Grandes Pensadores Edição Especial nº25, p.47-49).

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Brincar, o princípio da infância!

"Que se abram as portas ao lúdico, ao jogo, ao modelo mais eficiente e perfeitamente acabado, em termos de viabilização da comunicação humana, favorecendo troca de experiências e enriquecimento. É a matriz para a aprendizagem, para a liberdade."

Quando trabalhamos com crianças de várias idades, devemos proporcionar possibilidades que permitam a elas ser criança e aproveitar, ainda mais, a própria infância.
Estimular brincadeiras e acreditar que a educação de cada pessoa torna-se significante na ação desenvolvida através do lúdico, é dar alegria e prazer, desenvolver a criatividade, imaginação e curiosidade, permitindo a criança viver novas experiências.
Ao deparar com a frase Brincar é coisa séria, resgatamos valores que permeiam no mundo infantil em forma de comunicação e reprodução do seu cotidiano, através do faz de conta.
O ato de brincar possibilita a construção do seu eu interno através do processo de aprendizagem da criança com seu mundo exterior, além  de facilitar a construção da autonomia, das aquisições motoras, cognitivas, sociais e afetivas.

Exemplo: Brincadeira do Retrato
 Objetivo: Estimular a auto-confiança e a auto-estima das crianças.
 Material: Espelho dentro de uma caixa enfeitada (usar criatividade)
 Procedimentos: As crianças deverão permanecer sentadas em círculo, voltadas para o centro. A professora deverá levar uma caixa com um espelho dentro, então conversará com as crianças que elas irão conhecer o retrato de uma pessoa muito querida, inteligente, amiga de todos...(nesse momento a professora poderá citar várias qualidades e valores das crianças). A professora passará aq caixa com o espelho, então cada criança que se visualizar no espelho descobrirá que a pessoa citada era si própria.
 Essa atividade é muito importante para valorizar a auto-estima e as diferenças.

"A construção da identidade e da autonomia diz respeito ao conhecimento, desenvolvimento e uso dos recursos pessoais para fazer frente às diferentes situações da vida."
                                                       RCNEI (1998, vol.II, p.13)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Olhar de criança

Viver com olhar de criança...


 Já pensou em viver como se fosse um príncipe ou princesa do castelo encantado? Sininhos tocando e cavalos brancos esperando apenas as suas ordens?

É claro que seriam sinos tocados com o poder do imaginário de mentes sadias, sonhadoras e livres de idéias pré-concebidas.

Liberdade! Liberdade de sonhar! No terreno da imaginação tudo é possível! 

Na vida real, só o fato de acreditarmos em sonhos ativa forças sobre-humanas e realizadoras dos nossos sonhos!

Sinta-se “agora” vivendo e “curtindo” a vida com olhar de criança. Seja como esses anjos que se alegram com uma simples borboleta pairando no jardim. Ou um doce comprado pelo amiguinho que distribuiu espontaneamente pedacinhos para todos.

Para uma criança querer é mais que poder! O “eu quero” já é metade da ação para que seus desejos se realizem. O querer é “quase” possuir faltando somente “tocar” com as mãos.

Os olhos de uma criança brilham constantemente. Tudo é novo! Até coisas já vistas são admiradas pelos resplandecentes olhares. Elas não rotulam as coisas, elas brincam de refazer as formas. Tudo é muito divertido!

A natureza desperta a pureza de um olhar repleto de vida. O sol é mais que luz, é o brilho que transforma as cores. A noite é a casa das estrelas. O céu é a morada da beleza infinita.

Criança quer brincar sem hora e sem lugar! Nada de agendas, nada de idéias de um possível ideal! Simplesmente, viver! 

Só uma criança sabe viver sem culpas o “aqui e agora”. É a vida dela! É como vivencia seu dia a dia! Espontaneidade!

Se você perguntar para uma criança o que é vida, responderá: é isso! 

Isso o que? Perguntaria você surpreso!

Ela: tudo! Seus olhos brilhantes percorreriam em êxtase todo o ambiente.

Enfim, diria você: não há definição para a vida! Não há conceitos que nos façam felizes! Vida é ser, respirar, sentir, querer, estar, amar! A vida é simplicidade!

A vida é um carrossel que gira incansavelmente trazendo diferentes sensações. 

Sensação é permitir-se sentir sem julgar. Olhar sem rotular. É a surpresa de ser surpreendido com o já vivido. É o olhar sempre novo quando nos permitimos renovar. 

A vida se renova conosco. A vida se transforma através de nós. Nada é igual, portanto, o velho se 
veste com novas roupagens no tempo do agora. 

A criança em sua pureza vive assim! Abraça cada momento. Só o “agora” existe em sua doce visão. A força da vida atua nela para cima e continuamente em seu estado de “crescer”! O novo é sua realidade física e emocional. É o amadurecer!

E nós “adultos”? O que podemos fazer para ter o olhar de uma criança e nos renovar a cada dia com a mesma alegria estampada em nossos semblantes?

Podemos descobrir novos caminhos repletos de luz e esperança. O ontem abriu portas para o hoje chegar!

As experiências vividas nos labutam para aproveitarmos melhor as cores que aprendemos a criar.

Pincele sua vida feito criança. Faça diferente! Se dê o direito de descobrir novas maneiras de viver.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

O Ver Infantil

Ver como um todo

       A criança vê com curiosidade, seu olhar é atento e estimulado pelas encantadoras imagens e elementos que a cercam.
Mas para o adulto é um grande desafio preservar e não destruir a inocência de uma infância...


quinta-feira, 31 de março de 2016

A Sabedoria de Um Olhar

Nossa proposta na educação é ter um olhar de interpretação, onde buscamos conhecer nossos alunos com suas diferenças e habilidades. A maior das realizações é passar uma aprendizagem que venha ao encontro das necessidades da turma, tendo a consciência de estar ensinando muito mais que um conteúdo. Estamos formando vidas, abrindo mentes e corações para o futuro.

O ver pode ser uma visão do todo, mas o olhar aprecia a singularidade de cada aluno como parte da diversidade. Reafirma toda a singularidade das crianças, seus talentos variados, suas diferentes bagagens culturais.
Acreditar no potencial ilimitado do ser humano pode ser uma escolha certa transmitida pelo seu olhar.
                         Abraços! Ester!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Ensinar...

Olá pessoal!

     Estamos retornando para mais um ano de novas conquistas e desafios.
  Iniciamos com otimismo e união, buscando nos colegas e professores apoio, compreensão, conselhos e acolhida. Eles podem ser fonte de sabedoria e força.
    Diante de tantas demandas em nossa sociedade, não podemos falhar na construção de nossos sonhos.
   Como professoras temos o compromisso de mostrar para os alunos que a Escola pode ser o lugar onde eles podem aprender que são valorosos e onde podem se opor a lições ruins que aprenderiam fora.
   Ajude os alunos a descobrir sua força, a triunfar, a se superar e a satisfação com suas conquistas lhes dará autoestima transformando suas vidas!

Que nossos dias sejam cheios de possibilidades e motivos de aprender e fazer melhor.

Abraços!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O VALOR DE SER EDUCADOR

Alfabetização Infantil com os Animais - Vídeo Infantil

O processo da alfabetização na abordagem de Emília Ferreiro

Os estudos de Emília Ferreiro têm uma grande contribuição na prática da sala de aula, objetivando compreender como o aluno aprende. Descreve o percurso que o aluno faz de maneira particular na aquisição da leitura e escrita. Todos os alunos são capazes de conhecer, progredir, crescer, cada um no seu tempo, modo e ritmo. 
A criança desde o seu nascimento é construtora de conhecimento. Muitas crianças antes de ingressarem na escola têm contato com a escrita de diversas maneiras: cartazes na rua, jornais, revistas, embalagens de produtos, bulas de remédio etc. A alfabetização é um processo que começa antes da criança ingressar no ambiente escolar. Conforme Azenha (1999, p. 40) “Ao ingressar na série onde começa a ocorrer o ensino sistemático das letras, a criança já detém uma grande competência linguística que não é considerada [...]”. 
O processo da alfabetização acontece por meio de etapas, com avanços e recuos, até a criança dominar o código linguístico. As etapas ocorrem independentemente da classe social da criança, variando apenas em função da idade. Por meio dos níveis estruturais da linguagem da escrita podem-se explicar as diferenças individuais das crianças e seus diferentes ritmos. Saliento também que os jovens e os adultos percorrem as mesmas etapas que as crianças para a aquisição da leitura e da escrita.
O processo de evolução da aquisição da linguagem escrita se apresenta em cinco níveis: Pré-Silábico, Intermediário I, Silábico, Silábico-Alfabético ou Intermediário II e Alfabético, de acordo com o livro: “Psicogênese da Língua Escrita”, escrito por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky.

Parabéns Colegas Pedagogos

Parabéns a todos "Pedagogos" que dedicam cada minuto de suas vidas na arte de educar!                                         O...